Lista de Disciplinas Cadastradas

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Carga Horária:90hrs
Créditos:4

A antropologia como saber acadêmico. Formação de uma literatura sobre a diversidade cultural. Evolucionismo Social e as noções de evolução, raça e progresso. As críticas ao evolucionismo. Escola Sociológica Francesa e as representações coletivas. Introdução ao método etnográfico.
Possibilitar aos alunos ingressantes no curso de Ciências Sociais uma formação básica e introdutória em Antropologia Social, estabelecendo perspectivas para o aprofundamento de certos instrumentos conceituais, teóricos e metodológicos pertinentes à reflexão antropológica. Possibilitar aos alunos, futuros professores, o conhecimento, reflexão e apresentação de conceitos centrais da antropologia como cultura, etnocentrismo, relativismo cultural, diversidade cultural.

Carga Horária:90hrs
Créditos:5

Familiarizar o aluno de Ciências Sociais com os fundamentos teóricos e procedimentos analíticos do estruturalismo, a partir da leitura e discussão da obra de Claude Lévi-Strauss. Explorar o acervo disponível no Laboratório de Imagem e Som da Antropologia para capacitar o aluno, futuro professor, para trabalhar com seus alunos do ensino médio as questões referentes à organização e cultura de diferentes grupos e sociedades.

Docente Responsável:

Prof. Inácio de Carvalho Dias de Andrade

Carga Horária:60hrs
Créditos:4

Discutir perspectivas antropológicas para o estudo de experiências de "desenvolvimento" entre povos indígenas e/ou comunidades ditas “tradicionais”. Uma primeira parte do curso aborda a noção de desenvolvimento como uma linguagem e um campo de comunicação. Segue a discussão de algumas abordagens renovadas para os estudos do “contato”, focando relações entre povos indígenas e contextos de “globalização”. Uma terceira parte do curso será dedicada à apresentação e discussão de experiências localizadas de “projetos de desenvolvimento”, avaliando-se critérios utilizados para abordar problemas locais e demandas indígenas de auto-sustentação e autodeterminação. Um último bloco do curso será dedicado à problemática dos conhecimentos “tradicionais” e servirá de introdução à discussão dos impactos das políticas de patrimonialização cultural, bem como à complexa questão dos direitos intelectuais.

Docente Responsável:

Prof. Heloísa Buarque de Almeida

Carga Horária:60hrs
Créditos:4

Esta disciplina visa introduzir os alunos da graduação na área dos estudos de gênero, com um enfoque que aproxima a antropologia com outras áreas das humanidades. Gênero tornou-se uma categoria e uma reflexão teórica muito relevante nas ciências humanas nas últimas três décadas. Sua produção teórica específica tem tido um desenvolvimento e uma produção crescente desde a década de 1970, em diálogo com as teorias sociais, com reflexões acerca das formas de poder e de desigualdade que são social e culturalmente produzidas. Os debates sobre gênero dialogam intensamente com as revisões acerca dos conceitos de sociedade, natureza, cultura, poder, violência, e com as questões de direitos humanos. Também se destaca na disciplina as intersecções entre gênero e raça.
A disciplina apresenta a área dos estudos de gênero mostrando inicialmente sua relação com os debates fundamentais da antropologia (como a dicotomia natureza/cultura). Reconhecendo as relações desta área com a questão das formas de poder, a disciplina aponta para a forma como o conceito de gênero advém dos estudos sobre mulheres e dos estudos feministas. Nesse debate com os trabalhos sobre mulheres e com as propostas feministas, a disciplina explora também o problema contemporâneo da identidade e de seu papel político. A partir da bibliografia que construiu a noção de gênero nos anos 70, a disciplina busca acompanhar os desdobramentos teóricos posteriores em diálogo intenso com áreas afins à antropologia. Explora por fim as relações entre gênero e outras formas de diferenciação social, como a questão da raça e o problema que advém do reconhecimento da extrema diversidade entre as mulheres.

A disciplina visa oferecer uma discussão ampla sobre alguns marcadores sociais da diferença, com foco em raça, gênero e sexualidade. Em primeiro lugar, problematiza a idéia de diferenças aparentes, mostrando como o corpo é socialmente marcado – diferenças que, a despeito de pareceram marcas corporais, são de fato, marcas sociais. Traz assim uma introdução às teorias sobre raça/cor, gênero e sexualidade, enfatizando ao final a perspectiva que trata da intersecção dessas marcas. O programa utiliza-se majoritariamente de textos da antropologia, mas abarca vários artigos e livros de áreas afins, considerando que se tratam “regiões de fronteira” em que se dá amplo diálogo nas ciências humanas em geral.
Raça, gênero e sexualidade são campos de estudos que cada vez mais operam em inter-relação. Embora cada campo deste tenha tido um desenvolvimento particular e muitas vezes em separado, desde meados dos anos 1980 destaca-se, nas ciências sociais, a importância de compreender como tais diferenças operam na vida social e cultural de forma inter-relacionada. Portanto, a disciplina viabiliza um olhar complexo sobre as sociedades e culturas que estudamos.

Carga Horária:60hrs
Créditos:4

A disciplina tem como objetivo discutir abordagens de universos musicais a partir das ciências humanas, em especial da antropologia. Serão discutidas diferentes possibilidades analíticas a partir de escutas e da leitura de monografias, ensaios e artigos sobre práticas musicais em diferentes contextos, desde aldeias amazônicas até as salas de concerto metropolitanas.

Docente Responsável:

Profª Fernanda Arêas Peixoto

Carga Horária:90hrs
Créditos:5

O curso tem como objetivo central lançar uma reflexão ampliada sobre a noção de criação, afastando-a das trilhas correntes que tendem a associá-la ao engenho inventivo de um sujeito (individual ou coletivo), e à elaboração de coisas novas em função de projetos que incidem sobre o mundo ao redor. O intuito é testar os rendimentos analíticos da noção quando experimentada em domínios outros, alargando-a com o auxílio de pesquisas realizadas em terrenos variados: criação de gentes, animais, roças, objetos etc. Em um segundo tempo, trata-se de focalizar as artesanias que, interpretadas à luz dessa série semântica ampliada, logram separar-se de vias interpretativas usuais que as associam, de um lado, à “tradição” e, de outro, às identidades e resistências. Menos do que negar a importância das discussões existentes, o intuito é deslocar a reflexão, com o auxílio de análises variadas, que auxiliarão, entre outras coisas, a que procedamos ao escrutínio crítico de categorias tais como “arte popular”, “arte primitiva”, “folclore”, “artesanato”, “tradição” etc.

Carga Horária:90hrs
Créditos:4

Os conceitos de cultura (e seus processos de atribuição de significado) e de sociedade (organização, estrutura, instituição e função sociais) abordados a partir de dimensões como arte, parentesco, religião, economia etc. O método comparativo e a observação participante como fundamentos da pesquisa etnográfica.
Propiciar a reflexão teórica e metodológica sobre conceitos fundamentais da antropologia social britânica e do culturalismo norte-americano (fases clássicas). Debater como as teorias clássicas se relacionam com as temáticas da diversidade cultural, das relações raciais e do racismo, e das diversidades religiosas no ambiente da sociedade e no contexto escolar. Explorar questões, conteúdos e materiais (textos de divulgação, filmes – documentários e ficções –, ensaios fotográficos, reportagens, acervo disponível no Laboratório de Imagem e Som de Antropologia – LISA) relacionados ao curso, de forma a instrumentalizá-los na capacitação dos alunos para a docência.

Carga Horária:60hrs
Créditos:4

Apresentar ao aluno do curso de Psicologia as principais escolas e correntes do pensamento da Antropologia e sobretudo estabelecer um debate em torno de temas comuns. Nesse sentido, o programa insistirá na análise da dimensão simbólica e cultural de elementos que parecem apenas naturais, assim como se deterá na conceituação de temas como cultura, estrutura, função, símbolo e inconsciente.

Carga Horária:90hrs
Créditos:5

Possibilitar ao aluno de ciências sociais um aprofundamento de temas e conceitos em debate na antropologia contemporânea. Discutir como os temas da diversidade sociocultural se inserem no contexto da educação e da escola, tais como os marcadores da diferença (gênero, sexualidade, geração, idade, região, classe), construindo projetos transversais que possam ser aplicados empiricamente. Explorar questões, conteúdos e materiais (textos de divulgação, filmes – documentários e ficções –, ensaios fotográficos, reportagens, acervo disponível no Laboratório de Imagem e Som de Antropologia – LISA) relacionados ao curso, de forma a instrumentalizá-los na capacitação dos alunos para a docência.

Carga Horária:90hrs
Créditos:5

A disciplina tem como objetivos: a)analisar e discutir os conceitos que fundamentam e orientam a prática da pesquisa de campo em Antropologia e a diferenciam das outras ciências sociais; b) estimular o aprendizado da prática da etnografia através de experiências concretas em campo; c)ensinar o processo de elaboração do projeto e do relatório de pesquisa. Com vistas à formação profissional de professores, o curso tem como objetivos específicos a) a realização de atividades de interpretação e análise de textos, imagens e vídeos, bem como de produção textual (verbal e escrita) e, consequentemente, o aprimoramento de competências e habilidades relacionadas à expressão em língua portuguesa; b) explorar questões, conteúdos, materiais (textos de divulgação, filmes – documentários e ficções –, ensaios fotográficos, reportagens etc.) relacionados ao curso de forma a instrumentalizá-los na capacitação dos alunos como docentes c) estabelecer como rotina o acesso às tecnologias de informação e comunicação na interface do ensino-aprendizagem (por exemplo, uso da plataforma moodle, disponibilização de materiais em nuvem, a exposição de conteúdos com apoio de recursos multimídia, estimular a consulta e utilização do acervo filmográfico do Laboratório de Imagem e Som de Antropologia (LISA) etc.

Carga Horária:60hrs
Créditos:4

Fornecer ao aluno o conhecimento aprofundado de monografias clássicas e modernas, dando-lhe instrumentos para a apreciação crítica das mesmas, no quadro dos caminhos tomados pela reflexão antropológica.
Serão lidas e discutidas em detalhe monografias que constituem referência obrigatória dos antropólogos (chamadas clássicas) e monografias mais recentes, referentes a povos das chamadas « terras baixas » sul-americanas.

Carga Horária:60hrs
Créditos:4

Introduzir os alunos à questão da dinâmica urbana e à pesquisa de campo a partir de estudos já realizados procurando superar os enfoques particularizados através da identificação de processos mais gerais.

Docente Responsável:

Profª Margarida Maria Moura

Carga Horária:60hrs
Créditos:4

Descrever, conceituar e debater processos sociais e culturais que envolvem identificação coletiva e formas de enfrentamento. Distinguir nestes a presença de reivindicações imediatas e/ou lutas pela mudança do regime jurídico e político. Analisar o contexto rural enquanto espaço histórico de atuação do movimento.

Docente Responsável:

Profª Paula Montero

Carga Horária:60hrs
Créditos:4

Este curso tem como objetivo discutir, tomando como pretexto o estudo da religião, o problema do poder em suas relações com os universos simbólicos. Levaremos em conta duas perspectivas fundamentais: a antropológica que percebe o simbólico como fundante da vida social; a sociológica que, dando maior ênfase às instituições, pensa a relação entre igrejas, sacerdotes e estruturas políticas.

Docente Responsável:

Dominique Tilkin Gallois

Carga Horária:60hrs
Créditos:4

Esta disciplina optativa complementa o curso de Introdução à Etnologia Brasileira, aprofundando alguns temas representativos da etnologia sul-americana contemporânea.

Docente Responsável:

Prof. Marcio Ferreira da Silva

Carga Horária:60hrs
Créditos:4

A reflexão sobre as formas não-européias de vida social se constituiu a partir do diálogo entre os modelos analíticos e as paisagens etnográficas da África, Oceania, Índia e América do Norte. Até muito recentemente, a América do Sul esteve à mar-gem deste movimento sistemático. Os últimos trinta anos assistiram, no entanto, a uma mudança significativa neste quadro, com o avanço quantitativo e qualitativo das pesquisas em sociedades da Amazônia e do Brasil Central e a consolidação do americanismo tropical como sub-especialidade da Etnologia. Essa consolidação tem correspondido à formulação de uma problemática própria, tributária do acúmulo de pesquisas de campo intensivas, desenvolvidas em contato permanente com os horizontes teóricos de nossa disciplina, que se manifesta nos esforços recentes de generalizações teóricas, de classificações tipológicas mais sofisticadas e de sínteses comparativas das sociedades do continente. Este curso tem por objetivo focalizar a sociabilidade ameríndia do ponto de vista de suas classificações sócio-cosmológicas, políticas, institucionais e pessoais.

Carga Horária:90hrs
Créditos:5

A partir de modelos teóricos da Antropologia e das técnicas de observação etnográfica, estabelecer categorias de análise para identificação e estudo de formas contemporâneas da dinâmica cultural urbana.

a) Introdução: Perspectivas e limites da utilização dos conceitos e métodos da Antropologia para o estudo das sociedades modernas em geral e da cidade, em particular. b) O estudo da cidade: os clássicos europeus e a dicotomia comunidade versus sociedade c) O estudo da cidade : os etnógrafos da Escola de Chicago e os estudos de comunidade d) A pesquisa na cidade: temas e recortes atuais de estudo da Antropologia Urbana (religiosidade, modalidades de lazer e uso do tempo livre, grupos de jovens, cultura popular, formas de apropriação do espaço urbano, grupos social e culturalmente diferenciados, entre outros) e) A contribuição de algumas etnografias recentes: - Questões de método e técnicas de pesquisa - Formas de uso e apropriação do espaço urbano - Formas de sociabilidade na metrópole - Modelos e categorias de análise: i) acampamento/aldeia/cidade ii) “a casa e a rua”; “o pedaço e o trajeto”, “a mancha e o circuito”

Docente Responsável:

Prof. Kabengele Munanga

Carga Horária:60hrs
Créditos:4

Fornecer ao aluno de Ciências Sociais os elementos teóricos e empíricos capazes de levá-lo a compreender: a) que a sociedade brasileira é, desde sua "invenção", uma sociedade plural, biológica e culturalmente; b) que essa pluralidade ou diversidade historicamente construída não é vivida tranqüila e harmoniosamente como deixou entender o mito da democracia racial brasileira. Pelo contrário, deu origem aos preconceitos raciais e étnicos que se conjugam para construir o racismo à moda brasileira; c) que este racismo prejudica o processo de formação da cidadania e da democracia brasileiras.

Docente Responsável:

Profª Sylvia Caiuby Novaes

Carga Horária:60hrs
Créditos:4

Permitir ao aluno de graduação em Ciências Sociais uma maior familiaridade com a imagem. Isto implica entender a imagem como forma específica de linguagem, que se diferencia a partir dos diferentes meios que a veiculam (foto, vídeo, tv, cinema). Implica também entender a emergência histórica da Antropologia Visual e verificar as possibilidades de uso da imagem de uma perspectiva antropológica: a ) como instrumento de pesquisa, através da utilização de fotos e vídeos não apenas como registro de observação, mas também como elementos que permitem a criação de um setting específico para a pesquisa de campo; b) como documento de pesquisa, ou seja, como dado a ser incorporado na análise de uma realidade específica; c) como produto final a ser apresentado após os resultados de uma pesquisa antropológica.

Carga Horária:60hrs
Créditos:4

Introduzir os alunos de Ciências Sociais aos estudos de parentesco, que constituem uma das áreas clássicas dos estudos em Antropologia Social.

Docente Responsável:

Prof. Carlos Moreira Henriques Serrano

Carga Horária:60hrs
Créditos:4

1. Iniciar os alunos ao estudo das culturas e sociedades africanas enfocando uma das características fundamentais do continente geralmente negligenciada, ou seja, a diversidade biológica, linguística e principalmente cultural.
2. Rediscutir alguns conceitos chaves como os de tribo, etnia, grupo étnico, nação, estado, etc. geralmente confusos e ideologicamente carregados, devolvendo-lhes seu conteúdo antropológico na caracterização cultural da África.
3. Apontar e discutir os problemas culturais da África em mudança, evitando a visão estática de uma África indiferenciada e mostrando a dinâmica cultural das sociedades africanas e as perspectivas futuras da Antropologia naquele continente.

Carga Horária:60hrs
Créditos:4

O objetivo desse curso é desenvolver o debate entre áreas de fronteira como a Antropologia e a História. “Boas Vizinhas”, na feliz expressão de Robert Darnton, as duas disciplinas vêm mantendo polêmicas relevantes, não tanto em função da coincidência de objetos, mas antes por conta da profundidade dos conceitos e temas envolvidos: circularidade e dinâmica cultural; estrutura e acontecimento; diacronia e sincronia; mentalidades e longa duração; permanência e conflito. A idéia é recuperar textos que analisaram teoricamente a questão, assim como obras que “na prática” realizaram e efetivaram esse debate entre as disciplinas.

Docente Responsável:

Profª. Lilia Moritz Schwarcz

Carga Horária:60hrs
Créditos:4

O objetivo desse curso é refletir sobre certos impasses da história intelectual nacional, tendo como parâmetro um momento preciso da antropologia brasileira. O recorte se centrará na discussão racial – mais concentradamente entre 1870 e 1930. O programa começa com os dilemas da “geração romântica", que elegeu o índio como símbolo, para chegar à “geração realista", que aglutinou uma série de intelectuais, que no mais das vezes não se diziam antropólogos, mas acabaram praticando e fundando essa disciplina no país. Nesse caso, é a descoberta da mestiçagem e de “seus males”, que pareceu motivar uma série de estudiosos. Os anos trinta e a revisão da noção pessimista da antiga geração marca um terceiro momento do curso: os modernistas e a produção de G. Freyre estarão em pauta, isso depois de ter passado pelos teóricos do branqueamento. Por fim, analisaremos a produção da Escola de Sociologia Paulista e sobretudo seu papel na “desmontagem do mito da democracia racial”. De uma maneira geral o curso tomará como tema a questão da identidade nacional e enfrentará a obra de alguns intelectuais destacados que trouxeram para suas obras uma angustiante, e reiterada, questão: "Que país é esse?" ou então "O que faz do Brazil, Brasil?". Apesar de seu recorte cronológico o curso não pretende imprimir uma visão evolutiva; ao contrário a meta é sobretudo dialogar com os textos em contexto e de forma comparativa. Nesse sentido, alguns romances de época farão parte das leituras obrigatórias e ajudarão na compreensão de diferentes ambientes intelectuais.

Docente Responsável:

Prof. Vagner Gonçalves da Silva

Carga Horária:60hrs
Créditos:4

Oferecer uma perspectiva antropológica de interpretação do processo de formação das religiões afro-brasileiras sublinhando seus diálogos com a cultura nacional em termos de comportamento, estilo de vida, produção simbólica e construção identitária.
O curso apresenta, na primeira parte, uma perspectiva diacrônica da formação das religiões afro-brasileiras a partir das principais matrizes que as geraram: a matriz africana, o catolicismo popular e as religiões indígenas. Considerando a religião como um sistema cultural, privilegia, numa abordagem sincrônica, os dois modelos mais conhecidos destas religiões (o candomblé e a umbanda), tratando-os em termos de estrutura ritual, cosmologias, liturgia, organização social, noção de pessoa etc. Na segunda parte, propõe uma discussão sobre os diálogos da religiosidade afro-brasileira com algumas esferas da cultura nacional (música, dança, festas populares, literatura, artes plásticas etc.) buscando analisar as estratégias e os contextos políticos que os possibilitam. Finalmente, na terceira parte, apresenta algumas tendências contemporâneas de análise dos significados das heranças africanas na construção identitária das populações negras no Brasil.

Docente Responsável:

Prof. John Cowart Dawsey

Carga Horária:60hrs
Créditos:4

Pretende-se neste curso: a) levantar questões a respeito da representação e seus efeitos de poder sobre o representado, a partir de leituras de Tzvetan Todorov, Marshall Sahlins, Robert Darnton, Edward Said, e Mikhael Bakhtin; b) discutir os alcances e limites do paradigma do teatro dramático na antropologia, que se configura nas obras de Victor Turner e Clifford Geertz; c) explorar, às margens deste paradigma, possibilidades de enfoques alternativos que se encontram no teatro épico de Brecht e no pensamento de Walter Benjamin.

Carga Horária:60hrs
Créditos:4

Fornecer ao aluno a oportunidade de ler na íntegra monografias clássicas, dando-lhe instrumentos para a apreciação crítica das mesmas, no quadro dos caminhos tomados pela reflexão antropológica.

Docente Responsável:

Profª. Beatriz Perrone-Moisés

Carga Horária:60hrs
Créditos:4

Exercitar capacidades de leitura e discussão de textos, aprofundando o conhecimento de grandes temas e propostas teóricas que marcam a trajetória da etnologia sulamericanista.

Docente Responsável:

Profª Margarida Maria Moura

Carga Horária:60hrs
Créditos:4

A família e o parentesco são esteios da organização social das sociedades rurais, especialmente das sociedades camponesas. As estratégicas matrimoniais, as regras de herança, a mão-de-obra familiar, o sistema de nominação e o compadrio exemplificam o amplo leque de questões etnográficas que estes tipos de sociedade ensejam, tanto do ponto de vista etnográfico como histórico e metodológico.
Sendo uma temática clássica da Antropologia Social, pela força que o tema tem na descrição e interpretação das sociedades indígenas, o curso se inicia, obrigatoriamente, com textos clássicos da organização social na Antropologia clássica e vai incluindo, gradativamente, os autores e os textos sobre as sociedades rurais, camponesas ou não, que contemplam os temas arrolados acima.

Docente Responsável:

Renato da Silva Queiroz

Carga Horária:60hrs
Créditos:4

Oferecer aos alunos uma perspectiva evolutiva da aquisição do comportamento cultural ao longo do processo de hominização, ressaltando a existência de alguns requisitos psicobiológicos indispensáveis à regulação da interação social no nível humano de organização da vida.

Introduzir os alunos de Ciências Sociais aos estudos dedicados às sociedades indígenas da América do sul. Oferecer um panorama da imensa diversidade cultural existente na região, a partir de algumas áreas etnográficas e, paralelamente, situar abordagens teóricas diferenciadas no estudo das sociedades indígenas do continente, possibilitando aos alunos um contato mais próximo com o manejo dos dados etnográficos.

Docente Responsável:

Prof. Julio Assis Simões

Carga Horária:60hrs
Créditos:4

Trata-se, em primeiro lugar, de discutir contribuições da Antropologia para a análise da dinâmica cultural e das relações entre cultura e política, focalizando debates e pesquisas em torno da politização das noções de identidade e diferença. Procura-se recuperar uma parte do debate teórico-metodológico “clássico” da disciplina no entendimento da produção de identidades e da mudança cultural, bem como da relação mais geral entre ordem simbólica e agência, destacando referências que influenciaram tendências na antropologia das “sociedades complexas” praticada no Brasil nos anos 80, no estudo de populações urbanas (Partes I e II). Em segundo lugar, como os debates e pesquisas em torno de formas de expressão política ligadas às identidades e/ou diferenças grupais cada vez mais tendem a compor grandes áreas interdisciplinares com diferentes concentrações de interesse (identidade cultural, “raça”, gênero e sexualidade, entre outras), abre-se no curso uma janela para o diálogo com campos disciplinares afins (sociologia, ciência política, história, “estudos culturais”), especialmente no que diz respeito à compreensão das relações contemporâneas entre lugares, culturas, identidades, diferenças e seus sentidos políticos (Parte III).

Docente Responsável:

Profª Fernanda Arêas Peixoto

Carga Horária:60hrs
Créditos:4

O propósito central do curso é percorrer algumas vertentes de nossa produção intelectual a partir de um eixo central - a conexão entre literatura e “ciências sociais” -, tendo como parâmetro temporal o período compreendido entre as décadas de 30 e 50 do século XX. Tal eixo será enfrentado de duas perspectivas: a análise da produção antropológica e o exame dos campos intelectual e artístico.
A inspiração primeira do recorte estabelecido deve-se à formulação de Antonio Candido, em Literatura e sociedade, quando afirma que os “decênios de 20 e 30 ficarão em nossa história intelectual como a harmoniosa convivência e troca de serviços entre literatura e estudos sociais”. Diante disso, trata-se, num primeiro momento, de olhar para o caráter e os frutos dessa “troca de serviços”, por meio de autores seminais do período – Gilberto Freyre e Sérgio Buarque de Holanda, por exemplo -, pensando mais precisamente a relação entre modernismo e produção “sociológica” entre nós. Num segundo momento, o objetivo é refletir sobre a produção universitária e sobre a redefinição da relação entre literatura e ciências sociais, com o auxílio dos trabalhos de Florestan Fernandes, Antonio Candido, Roger Bastide, entre outros.

Docente Responsável:

Prof. Marcio Ferreira da Silva

Carga Horária:60hrs
Créditos:4

Este curso pretende tomar a obra de Lévi-Strauss como a elaboração, demonstração e expansão de um método. Em outras palavras, o curso privilegia o exercício da análise estrutural, a partir da consideração de seus fundamentos, de seu rendimento e de seus limites, e não propriamente de seus produtos, isto é, das contribuições oferecidas pela obra lévi-straussiana a áreas de investigação específicas da disciplina, como os estudos de parentesco, os das classificações primitivas e o da mitologia.

Docente Responsável:

Prof. Julio Assis Simões

Carga Horária:60hrs
Créditos:4

O curso visa a oferecer uma introdução geral à abordagem da sexualidade da perspectiva das ciências sociais, com foco privilegiado (mas não exclusivo) na Antropologia. O ponto de partida é a abordagem clássica do tema na disciplina, centrada na modelagem cultural do sexo, Segue-se um percurso de elaborações cronologicamente posteriores - tendo em vista o impacto do interacionismo simbólico, do estruturalismo, da obra de Foucault, do feminismo e dos estudos sobre homossexualidade - com ênfase na problematização crescente das relações entre natureza e cultura, corporalidades e gênero, corporalidades e identidades sexuais, que se manifestam tanto no debate teórico como em convenções sociais, técnicas corporais e movimentos políticos contemporâneos.

Carga Horária:90hrs
Créditos:5

Ao tema da família é proposta uma abordagem que toma esse objeto em sua operacionalidade. Ao invés de assumi-lo em seus contornos definidos, ou mesmo da busca de definições absolutas ou de sua função, trata-se de observar seu funcionamento social, nas suas várias pertinências (econômicas, políticas, de sociabilidade), inclusive nas suas aparentes incoerências. Tal abordagem permite questionar modelos analíticos arraigados na disciplina e em particular sobre a organização sócio-política em comunidades no Brasil.

Docente Responsável:

Prof. Heitor Frúgoli Jr.

Carga Horária:60hrs
Créditos:4

Na primeira parte do curso, serão abordadas questões voltadas à compreensão do caráter relacional das modalidades de interação no contexto urbano, através da análise detida dos conceitos de sociabilidade, espacialidade e contexto situacional, com base na produção estrangeira a respeito.
Na segunda parte, procurar-se-á avaliar como tais enfoques iluminam a discussão de problemas atuais da antropologia urbana, através do exame de investigações recentes que dialogam com essa tradição, através do enfoque de territorialidades como periferia, centro, bairros e outras, com atenção especial à produção brasileira.

Docente Responsável:

Profª Margarida Maria Moura

Carga Horária:60hrs
Créditos:4

Franz Boas ofereceu em 1911 uma definição interpretativa da cultura que inovou consistentemente em relação à de E. B. Tylor, de 1871. Apoiou na noção de história sua concepção metodológica da Antropologia. Assinalou o caráter inconsciente dos fenômenos linguísticos e dos fenômenos etnológicos. Sua contribuição foi formativa e decisiva para a Antropologia, como campo intelectual.
O curso tem por objetivo reabrir debate em nosso meio sobre a contribuição boasiana nos cursos de graduação em Ciências Sociais (e também de pós-graduação) neles inexplicável e injustamente ausentes.

Docente Responsável:

Profª Marta Rosa Amoroso

Carga Horária:60hrs
Créditos:4

Presentes na reflexão antropológica desde seus primórdios, Corpo, Substância e Pessoa são categorias cuja produtividade para a análise das sociedades ameríndias já estava prefigurada na obra de Lévi-Strauss em meados da década de 1960. O curso pretende acompanhar os desdobramentos do tema, considerando a importância ainda central da discussão sobre a corporalidade nas etnografias e nos modelos comparativos mais recentes.

Carga Horária:60hrs
Créditos:4

Quanto ao conteúdo, pretende-se:
- trabalhar alguns aspectos jurídico-antropológicos do conceito de cultura, especialmente o debate universalidade X particularidades;
- analisar estudos brasileiros recentes relativos a questões tanto de impacto jurídico quanto de relevância antropológica.
- refletir a respeito de algumas relações teóricas e prático-profissionais entre antropologia e direito;
Didaticamente, pretende-se sensibilizar os alunos para a potencialidade do debate interdisciplinar que envolve Antropologia e Direito, especialmente através de questões pertinentes aos temas da criminalidade e direitos humanos.

Docente Responsável:

Profª. Lilia Moritz Schwarcz

Carga Horária:60hrs
Créditos:4

O objetivo do curso é estabelecer um diálogo interdisciplinar, realizando uma leitura, ao mesmo tempo, histórica, antropológica e social de determinadas telas e imagens pictóricas. O material para reflexão se concentrará nas pinturas neoclássicas do gênero de história (com algumas inclusões de outros modelos de pintura e suportes de imagens) produzidas pela, assim chamada, “Missão francesa” e pela futura Academia Imperial de Belas Artes, fundada em 1826. É justamente nos trópicos que esse gênero vivenciará uma espécie de “mal-entendido”, uma vez que a realidade pouco se adequava ao motivo nobre da escola. Em questão estará, portanto, não só recuperar uma leitura original e local, como a noção de que a imagem representa um suporte fundamental na produção de representações sociais, amplamente negociadas.

Docente Responsável:

Profª Marta Rosa Amoroso

Carga Horária:60hrs
Créditos:4

O tema geral do curso – o lugar que a natureza e a sociedade ocupam na teoria antropológica – esta presente desde cedo na disciplina. No século passado, o dualismo Natureza/Cultura marcou a antropologia moderna, servindo para definir o próprio campo de atuação da disciplina, o que se pode observar nas formulações do estruturalismo. O tema volta com nova ênfase na virada do século com os trabalhos de P. Descola, Tim Ingold, Bruno Latour e E. Viveiros de Castro que propõem a necessidade de revisão da teoria social de forma a se avançar na construção de um instrumental analítico que nos permita falar em termos de simetria, trans-ecologia e multinaturalismo.

Embora não deixe de recorrer à amplitude da questão que envolve os temas Natureza, Sociedade e Cultura no mundo contemporâneo, esta programação tem um caráter bastante dirigido. Detém-se na bibliografia etnológica, dando principal destaque à discussão que emerge das etnografias produzidas sobre populações ameríndias, que dispõem natureza e cultura em relação de contigüidade.

Carga Horária:60hrs
Créditos:4

Discutir as formas e possibilidades de construção de narrativas antropológicas por meio da linguagem audiovisual. Discutir a categoria “filme etnográfico” e “documentário”, sua construção e análise de algumas experiências neste campo, realizadas no Brasil e no exterior. O filme etnográfico pode ser considerado hoje um gênero de produção audiovisual. É também uma das formas de produção e transmissão de conhecimento antropológico. O curso propõe uma análise da produção antropológica que lança mão da linguagem audiovisual, analisando suas estratégias e narrativas, suas aproximações com as discussões paradigmáticas da antropologia.

Docente Responsável:

Profª Laura Moutinho

Carga Horária:90hrs
Créditos:5

O ponto de partida de curso é o caráter ambíguo que a “sexualidade primitiva” passou a assumir para a intelectualidade européia e norte-americana nas primeiras décadas do século XX, facilitando o desenvolvimento de “estratégias anti-coloniais” por parte de nações “periféricas”, como o Brasil. Note-se que a “sexualidade primitiva” já traz embutida a hierarquia racial e de gênero. Mais especificamente, focalizaremos a “engenharia simbólica” através da qual tais nações se apropriaram de idéias e autores (descartando uns e relendo outros) para afirmar a “viabilidade” de suas nações (exemplar nesse sentido é o uso que fez Gilberto Freyre das obras de Havelock Ellis, Ernest Crawley e Edward Westermarck, cujos escritos se opunham à idéia de “promiscuidade primitiva”, tão em voga entre seus antecessores).

Docente Responsável:

Prof. John Cowart Dawsey

Carga Horária:60hrs
Créditos:4

Investigar com alunos das ciências sociais as possibilidades de uma antropologia que se inspira no pensamento crítico de Walter Benjamin e dramaturgia de Bertolt Brecht.

Carga Horária:90hrs
Créditos:5

O curso permitirá o exame crítico da lei e do Estado como princípio de inteligibilidade do fenômeno político e jurídico no pensamento antropológico; da política como domínio substantivo da vida social; e a proposição da precedência analítica do conflito em relação à ordem.

Carga Horária:60hrs
Créditos:4

Este curso tem por objetivo a leitura dos ensaios de Pierre Clastres contidos nas coletâneas A sociedade contra o Estado (de 1974) e Arqueologia da violência (de 1980), tendo como foco a sua análise realizada a partir dos materiais etnográficos sobre os povos indígenas da América do Sul. O curso deverá se centrar nos múltiplos alcances da idéia de “sociedade contra o Estado”, levando em conta o desenvolvimento pelo autor de uma reflexão sobre a “filosofia da chefia ameríndia” e sobre o papel da guerra na produção da “sociedade primitiva”, esta que é menos uma realidade empírica do que uma disposição perante o poder político. Inclui-se entre estes temas o da relação entre o “político” e o “religioso”, o que remete ao trabalho de Hélène Clastres, A terra sem mal (de 1975), sobre o profetismo tupi-guarani, trabalho que inflete certamente nas reflexões de Pierre Clastres. Além da leitura dos textos de Clastres serão intercalados textos teóricos e etnográficos menos ou mais recentes, todos eles se dispondo a testar os limites desta obra, que faz cruzar antropologia e filosofia, etnografia e comparação, ensaio e sistematização científica.

Docente Responsável:

Prof. Heitor Frúgoli Jr.

Carga Horária:60hrs
Créditos:4

Na primeira parte do curso, serão abordadas questões – principalmente etnográficas –voltadas à compreensão do caráter relacional das modalidades de interação no contexto urbano, através da análise detida dos conceitos de sociabilidade, contexto situacional, produção de localidade e variação de escala.
Na segunda parte, procurar-se-á avaliar como tais enfoques iluminam a discussão de problemas atuais da antropologia urbana, através do exame de investigações que dialogam com essa tradição, através do enfoque de territorialidades como ruas, periferia, centro, bairros e shoppings.

Docente Responsável:

Profª Fernanda Arêas Peixoto

Carga Horária:60hrs
Créditos:4

A arte - sobretudo a dita "primitiva" - mobiliza desde sempre a reflexão antropológica. Se a produção artística ocidental não parece ocupar lugar destacado no domínio dos estudos antropológicos, não se pode dizer que tenha sido deixada de lado. Análises das obras, dos artistas e dos críticos como categoria específica, do público consumidor, das instituições culturais, do campo artístico e cultural etc. aglutinam pesquisadores da antropologia e de áreas afins (sociologia da cultura, história cultural, teoria literária etc.). O curso pretende tratar de obras e autores representativos de certas tendências que se desenham no estudo da arte e de suas relações com a experiência social - na antropologia e fora dela -, atento ao debate internacional e à produção nacional.

Docente Responsável:

Prof. John Cowart Dawsey

Carga Horária:60hrs
Créditos:4

Investigar com alunos das ciências sociais as possibilidades que se abrem para a antropologia em suas interfaces com estudos de performance.

Carga Horária:60hrs
Créditos:4

Apresentar ao aluno do curso de Psicologia as principais escolas e correntes do pensamento da Antropologia e sobretudo estabelecer um debate em torno de temas comuns. Nesse sentido, o programa insistirá na análise da dimensão simbólica e cultural de elementos que parecem apenas naturais, assim como se deterá na conceituação de temas como cultura, estrutura, função, símbolo e inconsciente.

Discutir as possibilidades analíticas da Antropologia das Formas Expressivas, no campo das Artes, Teatro, Cinema e Fotografia.

Docente Responsável:

Carlos Moreira Henriques Serrano
Prof. Kabengele Munanga
Prof. Vagner Gonçalves da Silva

Carga Horária:60hrs
Créditos:4

Fornecer ao aluno de Ciências Sociais os elementos teóricos e empíricos capazes de levá-lo a compreender: a) que a sociedade brasileira é, desde sua “invenção”, uma sociedade plural, biológica e culturalmente; b) que essa pluralidade ou diversidade historicamente construída não é vivida tranqüila e harmoniosamente como deixou entender o mito da democracia racial brasileira. Pelo contrário, deu origem aos preconceitos raciais e étnicos que se conjugam para construir o racismo à moda brasileira; c) que este racismo prejudica o processo de formação da cidadania e da democracia brasileiras.

Docente Responsável:

Profª. Lilia Moritz Schwarcz

Carga Horária:60hrs
Créditos:4

O objetivo desse curso é desenvolver o debate entre áreas de fronteira como a Antropologia e a História. “Boas Vizinhas”, na feliz expressão de Robert Darnton, as duas disciplinas vêm mantendo polêmicas relevantes, não tanto em função da coincidência de objetos, mas antes por conta da profundidade dos conceitos e tema envolvidos: circularidade e dinâmica cultural, estrutura e acontecimento, diacronia e sincronia; mentalidades e longa duração; permanência e conflito. A idéia é recuperar textos que analisaram teoricamente a questão, assim como obras que “na prática” realizaram e efetivaram esse debate entre as disciplinas.

Docente Responsável:

Profª Margarida Maria Moura
Renato da Silva Queiroz

Carga Horária:60hrs
Créditos:4

Apresentação aos alunos de graduação de temas, metodologias e desenvolvimentos teóricos clássicos e recentes relacionados a sociedades camponesas e comunidades rurais.

Carga Horária:60hrs
Créditos:4

A partir da discussão de modelos teóricos da Antropologia estabelecer categorias de análise para identificação e estudo de formas contemporâneas da dinâmica cultural urbana. Para tanto será feita uma revisão da constituição do próprio campo da Antropologia Urbana, os desafios que enfrentam os novos temas postos para reflexão e as estratégias de pesquisa correspondentes.

Apresentação aos alunos de graduação de temas, metodologias e desenvolvimentos teóricos clássicos e recentes em torno da etnologia indígena, com foco especial nos estudos sobre povos sul-americanos.
O conteúdo específico deste curso será definido a cada ano pelo professor que o ministrará. De maneira geral, este conteúdo não deverá se afastar de um destes três eixos temáticos da etnologia indígena: 1) organização sociopolítica, troca e parentesco; 2) cosmologia e estética; 3) história, etnicidade e contato interétnico.

Carga Horária:60hrs
Créditos:4

Este curso tem como objetivo discutir a religião enquanto processo social no qual sistemas simbólicos vinculam-se à orientação de ação prática e intervenção na realidade.

Docente Responsável:

Prof. Vagner Gonçalves da Silva

Carga Horária:60hrs
Créditos:4

O curso gira em torno de algumas oposições conceituais que marcam a elaboração teórica na Antropologia (e nas ciências sociais ocidentais, de modo amplo), expressando questões e polêmicas recorrentes na disciplina, em torno de polaridades como cultura/natureza, sociedade/indivíduo, sistema/prática, estrutura/sujeito. Assume-se que a reflexão teórica recente na Antropologia – mesmo em vista da fragmentação de seu campo e da diversidade de sua linguagem conceitual – ainda traduz um esforço compartilhado de questionar e repensar aquelas dicotomias fundantes, bem como a pretensão de superá-las (também sob o risco de privilegiar unilateralmente um dos pólos e restaurar antinomias). Busca-se, então, apresentar e discutir alguns aportes derivados do debate contemporâneo na disciplina – concepções de socialidade, corporalidade, perspectivismo, híbridos, redes – por meio de algumas temáticas privilegiadas, tais como: gênero, família e parentesco; imagens da natureza e da sociedade; pensamento e prática científica; corporalidade e tecnologia; consumo e moralidade.

Docente Responsável:

Profª Fernanda Arêas Peixoto

Carga Horária:60hrs
Créditos:4

Como o próprio título indica, o curso tem como objetivo lançar uma reflexão sobre as “artes da memória” pensando-as em função de suas inscrições espaciais, de suas expressões imagéticas e de suas relações com a narrativa, o que nos conduz, de um lado, à consideração das relações entre relato de viagem e memória e, de outro, à autobiografia como forma de conhecimento (de si e do mundo), e ainda como ‘fabricação’, isto é, como ‘ficção’.
De feitio teórico e interdisciplinar, o trabalho a ser realizado combina as perspectiva histórica (as artes da memória na tradição européia); sociológica (os quadros sociais da memória); antropológica (memória como artefato e forma de pensamento); psicanalítica (memória psíquica e regressão); artística (artes da memória e outras artes) e arquitetônica (a cidade como lócus da memória coletiva).

Docente Responsável:

Profª Laura Moutinho

Carga Horária:90hrs
Créditos:5

Ao explorar as emoções e a moral de um ponto de vista sócio-antropologico, político e histórico espera-se dar inteligibilidade a processos sociais e a construções de coletividades, identidades e sujeitos que se posicionam de modo político e subjetivo a partir de experiências de dor e sofrimento. Pretende-se, portanto retirar as emoções da sua zona de conforto – a ordem do privado – e interpelá-la enquanto uma prática discursiva, permeada por relações de poder, que conforma sujeitos, políticas e coletividades.

Docente Responsável:

Profª Sylvia Caiuby Novaes

Carga Horária:60hrs
Créditos:4

Ampliar o repertório dos alunos a respeito da disciplina, permitindo uma maior familiaridade com a imagem e a emergência de uma área na disciplina: a antropologia visual.

Docente Responsável:

Profª Fernanda Arêas Peixoto

Carga Horária:90hrs
Créditos:5

O curso tem como eixo estruturador as relações entre cidades e cultura, consideradas como relações de dupla mão (um polo alimentando e produzindo o outro). Trata-se de descartar qualquer aproximação do espaço urbano como “cenário” ou “contexto” no qual práticas culturais têm lugar, tentando escapar dos riscos de autonomização, seja da cidade, seja das ideias, práticas e figurações a ela associadas. O curso visa, portanto, fornecer aos alunos outros acessos à reflexão sobre os espaços urbanos, passados e presentes, com auxílio de uma bibliografia ampliada e da consideração de materiais diversos. Pretende ainda introduzi-los em uma discussão sobre as relações entre antropologia e arquitetura.

Docente Responsável:

Prof. Vagner Gonçalves da Silva

Carga Horária:60hrs
Créditos:4

O curso tem por objetivo debater os principais aspectos das teorias antropológicas modernas sobre a religião explicitando experiências empíricas, metodológicas e analíticas. Justifica-se a proposta no sentido de estimular o trânsito entre os conhecimentos adquiridos no estudo de denominações religiosas particulares e a contribuição teórico-metodológica mais ampla que estes estudos possam dar à compreensão da religião como campo do conhecimento antropológico.

Docente Responsável:

Profª Laura Moutinho

Carga Horária:180hrs
Créditos:8

Esta disciplina tem por objetivo abordar temáticas presentes, mas em parte resistentes às análises antropológicas como a emoção e a moral. O foco deste curso incidirá sobre a dimensão micro-politica da emoção, dos sentimentos e da moral na (re)construção do tecido social, especialmente em contextos sociais expostos a um tipo de violência reconhecida “sob o signo do horror”, como o Apartheid, por exemplo. Neste sentido, dor, ressentimento, perdão e reconciliação, compaixão e desprezo serão explorados e analisados tanto da forma como ecoam nas relações pessoais e nas negociações cotidianas (na domesticação ou não da violência e do racismo, por exemplo) quanto nos eventos políticos mais amplos (desde revoltas populares às comissões de verdade).

Docente Responsável:

Prof. Vagner Gonçalves da Silva

Carga Horária:60hrs
Créditos:4

O curso pretende abordar as principais teorias antropológicas sobre a religião (campo amplo ao redor do qual gravitam um conjunto de conceitos correlatos como mito, magia, sagrado, feitiçaria, sacrifício, eficácia simbólica, sistema cultural etc.) apresentando-as a partir de seu surgimento cronológico, o que permite entende-las simultaneamente enquanto produção acadêmica em diálogo com os contextos sociais nos quais se projetaram.

Docente Responsável:

Prof. Pedro de Niemeyer Cesarino

Carga Horária:60hrs
Créditos:4

O curso pretende oferecer uma introdução aos estudos do mito e da mitologia a partir de uma perspectiva antropológica. Serão realizadas leituras de textos clássicos da antropologia e de áreas afins (estudos da religião, filosofia, sociologia, história, literatura, linguística) que contribuam para a problematização crítica das noções de “mito” e de “mitologia”, tendo em vista o estudo de regimes narrativos de pensamento fornecidos pela etnografia. Pretende-se abordar os aspectos centrais envolvidos na noção de mito (tais como a composição em performance, as tradições orais, o problema da tradução e da relação com a escrita, o contraste com a história e a filosofia, as relações estruturais e os modos de transformação), bem como selecionar determinados conjuntos de narrativas e de estudos etnográficos que tratem do assunto de maneira mais específica. Busca-se, assim, delinear os contornos possíveis de outros regimes de pensamento narrativo e de suas respectivas configurações ontológicas.

Carga Horária:90hrs
Créditos:5

A antropologia urbana no mundo contemporâneo tem exigido a possibilidade de construção de novas concepções teóricas e metodológicas que transbordam as fronteiras disciplinares e temáticas. É preciso repensar como a antropologia urbana tem construído modelos teóricos sobre cidades e, neste curso, propor diálogos com problemáticas que perpassam formas de fazer e se viver a cidade com o corpo, e elaborar reflexões etnográficas que atravessem corpos e espaços urbanos, produzindo um diálogo entre corpografia e etnografia.

Docente Responsável:

Prof. Marcelo Tavares Natividade

Carga Horária:60hrs
Créditos:4

O tema da religião tem alcançado cada vez mais visibilidade na esfera pública em controvérsias atinentes aos domínios da cidadania e dos direitos de distintas populações. Por outro lado, os dados de pesquisa mais recentes, como os produzidos nos Censos Demográficos no Brasil, assinalam as dinâmicas de alteração do religioso no mundo atual: crescem os processos de desinstitucionalização do mesmo modo que se acompanham movimentos de diversificação, trânsitos e circulação. O presente curso tem o propósito de introduzir o aluno da Graduação em Ciências Sociais em debates teóricos clássicos, bem como apresentar abordagens contemporâneas. Procura ampliar o olhar para o religioso como fenômeno multifacetado e colaborar para a desconstrução de visões essencialistas.

Docente Responsável:

Profª Fernanda Arêas Peixoto

Carga Horária:90hrs
Créditos:5

O curso pretende aproximar os alunos de uma literatura de feitio mais clássico e de outra mais recente voltada à discussão da memória. A literatura retirada de diferentes campos do conhecimento visa capturar a complexidade do problema a partir múltiplos casos e perspectivas de análise, evitando reduzir a memória a uma única definição ou abordagem. Ao optar por um percurso de leituras claramente interdisciplinar - ainda que com forte ancoragem na teoria antropológica - o curso visa também propor um exercício de reflexão teórico-metodológico a partir de uma temática precisa.

Docente Responsável:

Profª Fernanda Arêas Peixoto

Carga Horária:90hrs
Créditos:5

Pela consideração dos trânsitos entre antropologia e literatura, o curso visa fornecer um acesso novo às teorias e teóricos da disciplina, ensaiando uma reflexão sobre certos modos de fazer antropologia (práticas e perspectivas). Propõe ainda se deter sobre determinados contextos de surgimento da chamada antropologia moderna, examinando suas correlações com a literatura.

Docente Responsável:

Prof. Pedro de Niemeyer Cesarino

Carga Horária:90hrs
Créditos:5

A disciplina tratará de um tema pouco estudado na Universidade de São Paulo e de interesse central para pesquisas em etnologia, linguística e teoria literária. A bibliografia privilegiará itens traduzidos para o português.

Docente Responsável:

Profª Laura Moutinho

Carga Horária:90hrs
Créditos:5

Interessa nesta disciplina seguir, em parte, a pista aberta por Mauro Almeida no artigo Etnografia em tempos de guerra: contextos temporais e nacionais do objeto da antropologia a respeito da importância da guerra na produção de etnografias, mesmo quando esta se encontra pacificada, como é o caso do livro Os Nuer de Evans-Pritchard, no qual o autor menciona apenas brevemente na introdução que o cenário onde realizou seu trabalho de campo, então colônia britânica no Sudão, estava marcado por conflitos com o governo colonial. Além disso, as questões que alimentam esta proposta de curso seguem as provocativas reflexões de Jacklyn Cock em The Place of Gender in a Demilitarisation Agenda, no sentido de questionar e refletir sobre o lugar do militarismo na produção e na solução não somente de conflitos, mas igualmente da violência e da desigualdade social e de gênero. Cock realiza uma análise corajosa para o contexto sul-africano, uma vez que ao abordar gênero e militarização, traz à cena, em relativa posição de igualdade, a virilidade que informa a violência e o militarismo de Africânderes e Zulus. Através destas pistas espera-se colocar em perspectiva tanto as etnografias confinadas a um espaço-tempo unificado e isolado, marcado pelo apaziguamento dos conflitos e das violências coloniais, quanto àquelas que têm como foco uma região e/ou a nação, que levam a uma ampliação da unidade temporal. Assim, interessa tanto entender e situar as ações e a violência do racismo da ultradireita sul-africana, por exemplo, quanto compreender o sentido de “injustiça” operado por muitos dos nacionalistas e as relações entre Estados nacionais e sociedades locais e o surgimento das chamadas “guerras étnicas”.

O curso pretende trazer para a sala de aula leituras e reflexões sobre o processo de inflexão em curso que vem reconfigurando a construção de políticas e programas sociais nos campos da saúde e do direito. Contam neste processo a constituição recente de uma série de regimes democráticos (como Brasil, Argentina, Chile, África do Sul, Moçambique, entre outros países de diferentes continentes) e de inúmeros acordos internacionais como a Convenção 169 da OIT (1989), a Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (Cairo 1994), a 4ª Conferência Mundial da Mulher (Beijing, 1995), a Conferência Mundial contra o Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerância Correlata (África do Sul, 2001), a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, promulgada pela ONU, entre outros encontros relevantes no cenário internacional dos quais muitos países foram signatários. Essas Convenções e conferências têm um impacto de largo espectro que ainda vem sendo explorado nos cenários nacional e internacional.

Docente Responsável:

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Carga Horária:90hrs
Créditos:5

A disciplina pretende reforçar linhas de pesquisa sobre marcadores sociais da diferença, identificando e incentivando a produção de conhecimento científico sobre diversidade sexual em seus aspectos culturais e simbólicos. Para tanto, introduzirá alunos e alunas em debates clássicos e contemporâneos acerca das interfaces entre homossexualidade, identidades coletivas e a construção das diferenças. A proposta alimenta reflexões sobre transformações na cultura, nas convenções sociais e na política sexual, relacionadas ao reconhecimento público das populações LGBT.

Docente Responsável:

Prof. Vagner Gonçalves da Silva

Carga Horária:90hrs
Créditos:5

O curso pretende abordar as principais teorias antropológicas sobre a religião (campo amplo ao redor do qual gravitam um conjunto de conceitos correlatos como mito, rito, magia, sagrado, feitiçaria, sacrifício, eficácia simbólica, sistema cultural etc.) apresentando-as a partir de seu surgimento cronológico, o que permite entende-las enquanto produção acadêmica em diálogo com os contextos sociais nos quais se projetaram.

Docente Responsável:

Prof. Heitor Frúgoli Jr.

Carga Horária:90hrs
Créditos:5

Interessa-nos tomar as cidades como espécies de contextos totalizantes, assinalados por linhas de força amplamente diversificadas e heterogêneas, em que o enfrentamento etnográfico constitui uma prática decisiva na reconstituição de redes de relações e conexões, dadas a princípio pelos próprios citadinos, em suas relações com equipamentos e artefatos urbanos. Tais práticas etnográficas devem preferencialmente se assentar em uma dada territorialidade ou espacialidade, a partir das quais se consiga investigar, de forma articulada, seus aspectos mais relevantes e recorrentes, que se abrem para aprofundamentos em múltiplas direções, mas com um núcleo relacional que permita acumular saberes resultantes de cruzamentos de recortes, que enfim configuram a cidade, em sua diversidade e densidade constitutivas.

Docente Responsável:

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Carga Horária:90hrs
Créditos:5

A disciplina se insere em debates atinentes ao estatuto da religião no mundo contemporâneo. O foco nas relações entre práticas urbanas e configurações religiosas possibilita a abertura de várias frentes de análise tais como as interseções com a política, com os movimentos sociais e as identidades coletivas, com a arte e a estética, com a música e produções midiáticas, com as narrativas e os discursos da ciência e dos saberes locais. A atividade articula-se a área de Antropologia Urbana e seus núcleos de pesquisa. Com o intuito de oferecer formação para a prática de pesquisa, privilegiará o modelo de uma oficina de pesquisa, com atividades de discussão teórica que prepara para exercício etnográfico em torno das muitas clivagens discutidas em sala.

Docente Responsável:

Prof. Heitor Frúgoli Jr.
Prof. José Guilherme Cantor Magnani
Silvana de Souza Nascimento

Carga Horária:90hrs
Créditos:5

A antropologia urbana apresenta um amplo arcabouço teórico-metodológico e um campo de pesquisa consolidado no Brasil e no âmbito internacional. A partir de diferentes modelos de cidade e do urbano, propõe uma perspectiva própria e aprofundada de análise na antropologia.

A antropologia urbana apresenta um amplo arcabouço teórico-metodológico e um campo de pesquisa consolidado no Brasil e no âmbito internacional. A partir de diferentes modelos de cidade e do urbano, propõe uma perspectiva diferenciada de análise na antropologia.

Carga Horária:90hrs
Créditos:5

Fornecer ao estudantes de Ciências Sociais e cursos afins uma introdução crítica ao pensamento social caribenho, através da leitura e discussão de textos clásssicos de autores de diversas ilhas/países da região (Cuba, Porto Rico, Trinidad e Tobago, Jamaica, Antigua, Haiti e Martinica). Os alunos deverão se familiarizar com as ideias centrais dos autores, entender as ligações e debates entre eles, e discutir temas tais mais amplos como nacionalidade, raça, crioulização, africanidade, capitalismo, colonialismo e diáspora.
Por focalizar questões de relações raciais e africanidade, essa disciplina contribuirá para a expansão do currículo da área de Populações Africanas e Afro-Brasileiras, incluindo uma região central para a diáspora africana e ampliando seu enfoque transatlântico. Ela visa também ao estabelecimento de um currículo voltado para os estudos latino-americanos e caribenhos no Departamento de Antropologia, que possibilitará aos alunos de Ciências Sociais uma compreensão mais ampla e complexa do contexto regional em que vivem. A disciplina promoverá também a reflexão crítica sobre algumas questões fundamentais para a antropologia contemporânea, como nacionalidade, raça, crioulização, africanidade, capitalismo, colonialismo e diáspora.

Docente Responsável:

Profª. Beatriz Perrone-Moisés

Carga Horária:60hrs
Créditos:4

Introduzir os alunos ao pensamento dos povos indígenas das Américas numa de suas variantes, tendo como guia um de seus expoentes, por meio de uma obra excepcional.

Docente Responsável:

Prof. Marcio Ferreira da Silva

Carga Horária:90hrs
Créditos:5

Métodos computacionais têm sido intensivamente elaborados e aplicados em várias áreas das Humanidades - como na Sociologia, Ciência Política, História, Geografia e Linguística - para o enfrentamento de problemas que requerem a consideração de uma grande quantidade de dados. Seu emprego na Antropologia Social, bem mais recente e discreto que nessas outras áreas, é o que se pretende aqui explorar. Esta disciplina corresponde a uma atividade de laboratório, ou seja, a um espaço experimental, em que se aprende fazendo. Os conceitos de rede e suas aplicações, assim como as ferramentas e métodos computacionais serão apresentados com o apoio de exercícios e estudos de casos supervisionados. Espera-se que, ao final, os estudantes tenham adquirido conhecimentos e habilidades necessárias para começar a experimentar o tratamento informático em temas antropológicos de seu interesse. Em suma, este programa, definido em região de fronteira interdisciplinar, se defronta permanentemente com um duplo desafio: o de elaborar questões antropológicas que satisfaçam os requisitos de uma análise computacional e o de elaborar métodos computacionais que satisfaçam os requisitos de uma análise antropológica.

Docente Responsável:

Prof. Renato Sztutman

Carga Horária:90hrs
Créditos:5

Este curso tem por objetivo apresentar correntes da antropologia política, dando destaque especial ao diálogo entre ideias da etnologia e da filosofia política.

Docente Responsável:

Prof. Julio Assis Simões

Carga Horária:90hrs
Créditos:5

Oferecer uma introdução a abordagens antropológicas de fenômenos de saúde-doença com ênfase em suas interfaces com lógicas e processos de construção social da pessoa, corpo, subjetividade, governamentalidade, produção e consumo de biotecnologias, formas de mobilização social e ativismo político, “biossociabilidades” e expressões de “cidadania biológica” e “cidadania terapêutica”, em particular as associadas a gênero, sexualidade e suas intersecções.