Responsável pelo surgimento das macumbas urbanas, do candomblé rural e da umbanda, o candomblé de origem banto, também conhecido como nação angola ou congo-angola, abriga o culto aos inquices. Nesse sentido, Raiz de santo reúne autores-pesquisadores com vivência de axé para recuperar a etnografia do candomblé banto — ainda pouco pesquisada no meio acadêmico. Tendo como fontes a história oral, acervos fotográficos e documentos, os autores se debruçam sobre as memórias de terreiros da Bahia, do Rio de Janeiro e de São Paulo para detalhar como esses terreiros se constituíram, a repressão que sofrem do Estado e sua luta por liberdade religiosa.
SUMÁRIO
Prefácio
- Vagner Gonçalves da Silva e Janaína de Figueiredo
1. Terreiro Tumbenci: histórias, memórias, saberes e fazeres
- Hildete Santos Costa e Cesar Costa Vitorino
2. Terreiro Bate Folha da Bahia: memórias de uma história social
- Erivaldo Sales Nunes e Carla Maria Ferreira Nogueira
3. Os olhos de Kavungo estão sobre ti: o jeito Tumba Junsara de fazer milonga e plantar ndanji
- Veridiana Machado e Emili Conceição
4. “O caminho é por lá, mas eu vou por aqui”. Enredos, inquices e caboclos do candomblé angolão paquetan malembá
- Ari Lima
5. Raiz do candomblé angola em Ilhéus
- Valeria Amim e Eduardo H. P. de Oliveira
6. “Ali floresceu o terreiro”: a Goméia de Caxias (c. 1960)
- Andrea Mendes
7. Mukui São Paulo - O candomblé de nação angola na região metropolitana e no litoral paulista
- Vagner Gonçalves da Silva e Janaina de Figueiredo