Histórico de Eventos DA
A encantaria é uma das manifestações afroindígenas mais conhecidas no Norte e no Maranhão, portanto, Nordeste também. A encantaria possui uma gama de elementos que se manifestam seja na umbanda, como em alguns terreiros de candomblé e principalmente no tambor de mina e no terecô. Os encantados são entidades espirituais que não passaram pelo processo de morte, “encantaram-se”, e manifestam-se a partir do transe mediúnico. Podem ter se encantado nas matas, nos rios, nos mares, em animais ou diversos elementos presentes na natureza. Para além dos espaços do terreiro, os encantados também estão presentes em diferentes manifestações culturais, como é o caso das festas do Bumba Meu Boi no Maranhão e no famoso Festival de Parintins, onde em uma das narrativas o Rei da Turquia e suas três filhas teriam se encantado. Para ilustrar e apresentar estas e outras narrativas serão discutidos alguns temas como a Festa do Boi no Morro do Querosene no Butantã, as manifestações da Umbanda em Parintins e o Tambor de Mina em São Paulo.
A proposta desta mesa da Sexta do Mês é apresentar, estas e outras narrativas tendo como eixos temáticos a Festa do Bumba Meu Boi no Morro do Querosene no Butantã, as manifestações da Umbanda em Parintins, Amazonas e o Tambor de Mina em São Paulo.
No dia 28 de novembro (sexta-feira) das 14:30 às 16:30, acontecerá o seminário "(Im)mobilidades do Fogo: Explorando as relações entre mobilidades humanas e não humanas". O evento será ministrado por Greta Mazzocchi, doutoranda em Urban and Regional Studies no programa interuniversitário do Politecnico di Torino, em cotutela com o Programa de Pós-Graduação em Antropologia da USP. Sua pesquisa integra o projeto ERC FIREPOL, sob supervisão da Profa. Lorenza Fontana (Firepol P.I., IT), do Prof. Giovanni Bettini (Lancaster University, UK) e do Prof. Guilherme Moura Fagundes (CHAMA-USP). Sua investigação examina o fogo como uma força holística de transformação – ecológica, política, cultural e simbólica – informada por uma abordagem decolonial e feminista pós-humanista que amplia a compreensão das relações multiespécies. Ela desenvolve o enquadramento teórico das (im)mobilidades do fogo para compreender como ele gera, condiciona ou transforma formas de (im)mobilidades humanas e não humanas na zona de transição Amazônia-Cerrado. De um lado, analisa o fogo como agente positivo de renovação e regeneração, de outro, investiga sua apropriação pelo agronegócio em práticas de uso capitalista da terra, produzindo conflitos, deslocamentos e processos de (de)territorialização.
25.11 – 14h – Visita aberta à Soweto Organização Negra (Rua Silveira Martins, 131, sala 22, Metro Sé – saída PoupaTempo)
PROGRAMAÇÃO:
Dia 24 de novembro (segunda-feira)
10:00h –12:00h: mesa de abertura
Culturas microbianas: a biotecnodiversidade em mundos entrelaçados
Élise Demeulenaere (CNRS/Centre Alexandre Koyré)
Victor Secco (Universidade Ca' Foscari)
Rob Wallace (Agroecology and Rural Economics Research Corps (ARERC)
15:00h – 17:00h: ateliê de pesquisa doutoral
Raça e ambiente em configurações latino americanas
Andrés Triana (Yale University)
Ana Sanches (EACH)
Valerie Seurin (EHESS)
18:00h – 20:00h: conferência de encerramento
Se amar com a terra: um gesto decolonial
Malcom Ferdinand (CNRS/Université Paris Diderot)
O encontro visa conhecer o desenvolvimento e os resultados das pesquisas recentes do Labtee e do PECUT, bem como desenhar possíveis linhas de trabalho conjunto. A participação presencial é limitada (20 pessoas). Para acesso ao formulário de inscrição: https://forms.gle/
No dia 18/11, às 10h, acontece a palestra “Violências digitais plataformizadas: reflexões etnográficas sobre hate/extreme speech e humilhação”, ministrada pelas pesquisadoras Maria Filomena Gregori (Unicamp) e Carolina Parreiras (USP). O debate será feito por Heloisa Buarque de Almeida (USP).
O evento acontece na sala 24 e será transmitido no canal da FFLCH no YouTube.
Esperamos vocês!
O Centro de Estudos Ameríndios convida para:
CEstA Dupla com Nian Pissolati Lopes (Pós-doutorando no Departamento de Antropologia da FFLCH/Bolsa PNPD/Capes) e João Kelmer (Pós-doutorando Fapesp no Departamento de Antropologia da FFLCH)
Nian Pissolati Lopes: Os sons e os outros: reflexões sobre a arte verbal do povo Nadëb (Alto Rio Uneiuxi, Noroeste Amazônico)
O Centro de Estudos Ameríndios (CEstA) e o Laboratório de Imagem e Som em Antropologia (LISA-USP) convidam para a mostra de filmes indígenas no âmbito do projeto AntropoCena, no dia 12 de novembro de 2025, a partir das 14 horas.
As exibições serão seguidas de debates com os pesquisadores e diretores dos filmes Aline Regitano e Bruno Huyer.
Aline Regitano é doutoranda em Antropologia Social na Universidade São Paulo (USP) e pesquisadora do CEstA - Centro de Estúdios Ameríndios. Trabalha com o povo mehinako do Alto-Xingu há uma década, e se dedica aos temas de pesquisa da corporalidade ameríndia, parto, cuidado e relações de gênero na Amazônia Indígena
Bruno Huyer é doutorando em Antropologia Social na USP e pesquisador associado ao CEstA - Centro de Estudos Ameríndios. Tem experiência com produções audiovisuais colaborativas com diferentes povos indígenas e ultimamente tem se dedicado a projetos de filme e pesquisa junto aos Mbya Guarani no Rio Grande do Sul e Argentina.
Programação:
Haukanünu Nãu Iyayakapiri - O que dizem as mães (26 min)
O Consulado da França em São Paulo e o Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade de São Paulo (PPGAS/USP) convidam para o ciclo intitulado “E se o Ocidente não fosse o único a filosofar?”, com Frédéric Fruteau de Laclos (Université Paris-Est Créteil).
Conferência "Philosophies africaines: ethnophilosophie, géophilosophie, philosophie comparée: la question de la pensée en Afrique”
Debatedor: Tiganá Santana (IEB-USP)
Haverá tradução simultânea.
Data: 11 de novembro de 2025 (terça-feira)
Horário: 17 horas
Local: Casa do CNRS - Rua da Reitoria, 100; Cidade Universitária
Seminário “Bruno Latour et le problème de la connaissance (L'Anthropologie des modernes)”
Debatedor: Stelio Marras (IEB-USP)
Haverá transmissão ao vivo pelo canal do YouTube do LISA
Data: 14 de novembro de 2025, sexta-feira
Horário: 10 horas
Local: Auditório do LISA-USP / Rua do Anfiteatro, 181 – Colméias (Favo 10), Cidade Universitária
Como escrever etnografias éticas?
Na próxima segunda-feira, 10 de novembro, às 17h30, o Departamento de Antropologia da USP recebe a professora Line Dalsgård, do Departamento de Antropologia da Universidade de Aarhus (Dinamarca), para uma conversa sobre os desafios éticos e feministas da escrita etnográfica.
Autora do livro Vida e esperanças — resultado de seu trabalho de campo realizado entre 1997 e 2000 em Camaragibe (PE) —, Dalsgård hoje revisita essa pesquisa e as vidas das mulheres com quem conviveu, buscando novas formas de narrar e refletir sobre os dilemas éticos, políticos e afetivos da etnografia.
A atividade propõe discutir os modos de compartilhar, escrever e assumir responsabilidade diante das pessoas com quem pesquisamos, explorando as tensões entre compromisso ético, político e rigor analítico.
Segunda-feira, 10 de novembro, às 17h30
Sala 1039 — Departamento de Antropologia da USP