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O LISA receberá no dia 24 de abril de 2026, às 14 horas, a primeira edição do Ciclo de Estudos RESPIRO do Coletivo de Antropologia, Ambiente e Biotecnodiversidade (CHAMA) .
A palestra de abertura intitulada “Restaurando la pirodiversidad: aprender del fuego cultural y de la coproducción de conocimiento en el manejo intercultural del fuego" contará com a presença de Bibiana Bilbao, da Universidad Simón Bolívar (Venezuela) e Coletivo COBRA (Inglaterra).
O RESPIRO é o projeto “Restaurando a Pirodiversidade do Cerrado”, desenvolvido no âmbito do Programa BIOTA/FAPESP – Descoberta 2024, na modalidade Jovem Pesquisador, sob coordenação de Guilherme Moura Fagundes (CHAMA/PPGAS/USP). Processo FAPESP: 2025/01710-9.
O projeto investiga os papéis dos povos e comunidades tradicionais na produção da pirodiversidade do Cerrado e busca problematizar as iniciativas de restauração de regimes de fogo sustentáveis para o bioma.
O Ciclo de Estudos RESPIRO foi criado para aproximar pesquisadoras e pesquisadores associados ao projeto, fortalecer a formação de estudantes e bolsistas e abrir um espaço de troca entre parceiras e parceiros do Brasil e do exterior.
O LISA-USP receberá pesquisadores da Universidade Humboldt de Berlim para uma apresentação e roda de conversa sobre música e cultura do sound system. Organizado pelo grupo Pesquisas em Antropologia Musical (PAM-USP), o seminário "Sound System Epistemologies" será uma oportunidade para debater epistemologias sonoras com pesquisadores atuantes na cena musical internacional.
Conheça os convidados:
Stefanie Alisch - Diretora do projeto "Sound System Epistemologies" (DFG) na Universidade Humboldt de Berlim.
É musicóloga e DJ em Berlim, pesquisadora de música e dança do Atlântico Negro, com foco em Sound System Epistemologies, língua portuguesa, políticas do prazer e culturas de DJ. Realizou pesquisas de campo sobre broken beat (Londres), kuduro (Angola, Moçambique, África do Sul, Lisboa, Paris, Amsterdã e Berlim), mazurka (Cabo Verde, Brasil e Polônia) e sound systems (Londres, Brasil, Jamaica).
Convidamos você para o seminário "Etnomusicologia Negra: encruzilhada de saberes e o legado africano nos estudos musicais" com a presença do professor Pedro Acosta (Universidade Federal da Bahia - UFBA), organizado pelos grupos Pesquisas em Antropologia Musical (PAM-USP), Coletivo de Etnomusicologia Negra (CEN-UFBA) e pelo projeto Memória Negra na FFLCH.
O evento propõe compartilhar experiências de Etnomusicologia Negra por meio da agência histórica das pessoas negras nos estudos musicais, arte e cultura. Esse projeto realizado no Brasil juntamente com a comunidade dos estudos em Música, Dança e Artes Dramáticas Africanas enfatiza o legado de produção de conhecimentos africano e negro em suas formas plurais de expressões, bem como as epistemologias que envolvem cada uma de suas práticas e produção de conhecimento, seja este comunitário ou acadêmico.
Data: 16 de abril de 2026 (quinta-feira)
16h | Roda de conversa sobre pesquisas em música (com professores Pedro Acosta, Rafael B. A. Norberto e Rose Satiko Gitirana Hikiji)
18h | Seminário "Etnomusicologia Negra: encruzilhada de saberes e o legado africano nos estudos musicais"
Fernanda Aires Bombardi
Doutora em História Social pela USP e professora do Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará, atuando na cidade de Cametá. Tem experiência em América indígena colonial, focando no estudo das missões religiosas e redes comerciais indígenas de longa distância na Amazônia dos séculos XVII e XVIII.
PAM - Pesquisas em Antropologia Musical
convida para conversa e palestra com o Prof. Dr. Tiago de Oliveira Pinto:
Roda de conversa com pesquisadores (14h)
Palestra (16h): Música, Recôncavo, Patrimônio Vivo – uma trajetória musicológica
Nesta palestra pretendo seguir o percurso da minha própria trajetória enquanto antropólogo, músico e musicólogo, para, a partir do Recôncavo Baiano, onde comecei a trabalhar em 1982, esboçar um campo de pesquisa que têm evoluído, também em relação aos agentes culturais, e onde o aporte acadêmico inclui, necessariamente, a interação com muitas das questões prementes do mundo atual.
Tiago de Oliveira Pinto é Professor Titular da primeira Cátedra UNESCO em musicologia, vinculada aos Estudos Musicais Transculturais da University of Music Franz Liszt Weimar, Alemanha, onde atua desde 2009.
Em 2025 assumiu a Musical Heritage Chair da Kronberg Academy, Alemanha. Os seus atuais focos de investigação, ensino e projetos internacionais concentram-se nos
Estudos Transculturais em música e música enquanto património cultural vivo. Realizou pesquisas de colaboração internacional no Afeganistão, Etiópia, Turquia, África do Sul, Alemanha, Colombia e Brasil.
A proposta da Sexta do Mês de março, evento organizado por discentes do PPGAS-USP, pretende reunir pesquisadories transmasculines e ativistas para debater sobre a relação do pensamento transmasculino e não-binário na e com a Universidade, as repercussões e rememoração das pessoas presentes no Primeiro Encontro Nacional de Homens Trans e Pessoas Transmasculinas – ENAHT (11 anos depois), discutir processos de autodenominação e nomeação, a histórica presença de transmasculinades negras na organização do movimento social, assim como as experimentações corporais e territoriais possíveis a partir das transmasculinidades.
A mesa terá como norte as questões: Por que corpos transmasculinos e não-binários vão às ruas e que saberes e mundos fabulam? Como se intercalam regimes de invisibilidade e de vigilância em transmasculidades negras?
Convidades:
* Camilo Nunes – Historiador e psicanalista, estudante de Direito, articulador político da Casa Neon Cunha e membro do IBRAT SP.
* Morgan Caetano – Não-binárie transmasculino e doutorande em pelo PPGAS-USP.
CEstA Dupla com Ana Carolina Beserra da Silva e Laura Pereira Furquim
20/03/2026, às 17h30
Ana Carolina Beserra da Silva
Ana é bacharela e licenciada em história e finalizou recentemente o mestrado no Programa de Pós-Graduação em História Social (PPGHS/USP), com pesquisa voltada para documentos produzidos pela Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), em sua luta por território nas décadas de 1980, 1990 e 2000. É pesquisadora vinculada ao Centro de Estudos Mesoamericanos, Amazônicos e Andinos (CEMAA) e faz parte da equipe do Centro de Formação do Museu das Culturas Indígenas de SP (MCI).
Territorializações em disputa: estratégias de uma federação indígena no apagar das luzes da ditadura civil-militar na região do Rio Negro
"Nossas palavras não são conceitos": Por uma ecologia dos modos de pensar
A partir de uma experiência histórica específica - a irrupção, nas universidades brasileiras, de políticas de ação afirmativa que envolvem cotas para minorias, encontros de saberes e , mais recentemente, as chamadas cotas epistêmicas -, esta apresentação (que faz parte de um trabalho em andamento em colaboração com Vladimir Moreira Lima, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro), analisa criticamente o postulado de que diferentes modos de pensar são em essência, equivalentes. A partir daí, propõe uma perspectiva ecológica, que leve em conta os diferentes meios de pensamento em que tais modos operam, buscando, assim, realçar sua não equivalência essencial, pensada como multiplicidade e como condição de agenciamentos criativos.
Simpósio Internacional
Atlântico Indígena
Universidade de São Paulo (USP), São Paulo
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Santos
Aldeia Guarani Tekoa Mirim, Praia Grande
11 a 13 de março 2026
Apoio Projeto EDGES
Organizadores:
Susana Matos Viegas (ICS-ULisboa, EDGES)
Valéria Macedo (UNIFESP)
Marta Amoroso (USP)
Maria Inês Ladeira (CTI)
Thiago Mota Cardoso (UFAM/EDGES)
Organização: EDGES, CEstA, CTI, LINDI - Cátedra Kaapora/UNIFESP, BNDS / FAM
Locais:
Dia 11 – USP - LISA (manhã) e CEstA (tarde): Rua do Anfiteatro, 181, Colmeia favo 8, Cidade Universitária, São Paulo - SP
Dia 12 – UNIFESP - Parque Tecnológico: Rua Henrique Porchat, 47, bairro Vila Nova, Santos - SP
Dia 13 - Aldeia Tekoa Mirim - Rua Serra da Leoa, s/nº, paralela à Rodovia Governador Mário Covas (Padre Manoel da Nóbrega), Praia Grande - SP
Apresentação: