Histórico de Eventos DA
O NAU Cidades convida a todos para o segundo encontro da série Seminários na Urbe, dedicado ao fenômeno dos board games modernos e suas relações com a etnografia, a pesquisa e diferentes campos de estudo.
“Tal qual o filme, o livro e a exposição museológica, é o jogo de mesa moderno uma obra e um campo de expressão que se realiza em afetos, alcança seu fim na leitura de seu espectador. “Ler” é, afinal, também um verbo polissêmico. O jogar traz, no entanto, uma particularidade essencial: a fundamentalidade da agência - ou, antes, da “operação” do jogador. Sem ela, o jogo não é jogo quiçá uma espécie de peça.
As mecânicas ou mecanismos situam o jogo como tal: para que seja jogo, é preciso ser jogável. E esse “modus operandi” leva a uma sequência de efeitos que fazem a história em questão se contar. Diferentemente do ato de ler ou assistir, o jogo se opera por escolhas ou condições variáveis, e alternativas distintas levarão cada partida a resultados diferentes”.1
Neste encontro, abordaremos os jogos a partir de três diferentes perspectivas e trajetórias de pesquisa, articulando relações com outras linguagens e campos situacionais.
CONVITE | A Sexta do Mês, evento organizado por discentes do Programa de Pós-graduação em Antropologia Social da USP, convida todes para a primeira mesa temática de novembro! ✨
Tema: “II Encontro de Saberes: caminhos na busca da pluriversidade”
Na segunda edição do Encontro de Saberes da Sexta do Mês, teremos a presença de mestres e mestras de diferentes contextos, que compartilharão suas respectivas experiências e conhecimentos. Onontochê Sandra de Xadantã compartilhará seus saberes com o coletivo Tambor de Criola Dona Teca; Eliany Cristina Ortiz Funari abordará sua experiência com o Núcleo de Extensão e Cultura em Artes Afro-Brasileiras da USP; e Orlindo Ramos Marques apresentará um pouco da perspectiva tukano sobre a formação da pessoa para se tornar kumu, isto é, pajé.
? Convidades:
* Onontochê Sandra de Xadantã (@sandra_de_xadanta)
* Eliany Cristina Ortiz Funari (@eliany.cristina.75)
* Orlindo Ramos Marques (@orlindoramosmarques)
*Porque os Tikmū’ūn Maxakali devem ser considerados um povo de recente contato*
Com
*Roberto Romero (IEAT/UFMG)*
Mediação
Leonardo Viana Braga
Resumo:
A apresentação discute os fundamentos antropológicos, históricos, etnográficos e políticos para o reconhecimento dos Tikmũ’ũn Maxakali como povo indígena de recente contato. Partindo dos critérios adotados pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), a apresentação examina as especificidades das relações desse povo com a sociedade nacional, considerando a vitalidade de sua língua, a continuidade de suas formas próprias de organização social, política e cosmológica, a produção de conhecimentos e as condições históricas de expropriação territorial e guerra colonial. O objetivo é discutir a pertinência dessa categoria e sua importância para a formulação de políticas públicas específicas e diferenciadas, capazes de reconhecer a autonomia sociocultural dos Tikmũ’ũn e responder às condições específicas em que se estabelecem suas relações com o Estado brasileiro e a "sociedade envolvente"
Roberto Romero
Com
Amanda Villa (PPGAS/USP e OPI)
Fabio Nogueira Ribeiro (MAE/USP e OPI)
Mediação
Leonardo Viana Braga (PPGAS/USP)
Exibição do filme e conversa com realizadores
Após a exibição, Damë Bëtxun Matis, Chawa Matis, Lionel Rossini, diretores do filme, participam de uma conversa mediada por Nadja Marin, antropóloga, documentarista e inidgenísta.
Sinopse curta:
Restam vinte e quatro horas para que Damë Bëtxun, cineasta matis, receba no rosto a marca que todo Matis carrega para sempre. Nessa espera, entre o medo e o orgulho, é sua própria voz que guia o espectador até o momento em que os espinhos de palmeira o tornam, como seu pai antes dele, definitivamente matis.
AntropoCena é uma iniciativa do LISA e tem como objetivo trazer para o público a produção audiovisual realizada por pesquisadores da USP, por meio de exibições e debates.
Participe!
Luciana Alves Costa
Luciana Alves Costa é graduada em Arqueologia pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), mestra em Arqueologia pela Universidade de São Paulo (USP) e doutoranda na mesma instituição. Desde a graduação, desenvolve pesquisas em arqueologia do cangaço com foco nas vivências femininas e em arqueologia da diáspora africana em colaboração com comunidades quilombolas.
Arqueologia e territorialidade na Fazenda e Olaria Carmo: entre ancestralidades negras e indígenas
Economía política de las palmeras en una frontera indígena (Warao, Venezuela-Guyana)
O II Seminário Discente de Pesquisa em Ciências Sociais, organizado pela Representação Discente, ocorrerá entre os dias 19 e 23 de outubro. Contaremos com participação dos docentes na mesa de abertura, dos discentes da graduação apresentando seus trabalhos de iniciação científica e de conclusão de disciplinas, além de estudantes da pós-graduação como debatedores. Venham!
Cantar, gravar – experiências ye'kwana (RR) e guarani kaiowá (MS) de documentação e circulação de cantos
Nesta CEstA Dupla propomos um diálogo entre dois estudos etnográficos pautados por projetos de documentação de cantos, partindo de um desafio compartilhado pelos Ye'kwana em Roraima, Guarani Kaiowá em Mato Grosso do Sul e outros povos indígenas: gravar seus cantos como modo de salvaguardar esses preciosos saberes tradicionais. No primeiro caso, apresentaremos as estratégias adotadas pelos Ye'kwana para construir uma coleção que respeitasse a sua própria ontologia, levando em consideração as complexas interconexões entre os cantos, os mestres do canto e as gravações. Já no segundo, abordaremos as reflexões guarani kaiowá sobre a voz e o cantar – força e substância que produz a pessoa – para discutir o lugar ocupado pelas gravações e pelas tecnologias imperfeitas dos não indígenas para promover a circulação dos cantos e perpetuar o modo de existência guarani nesta terra.
Imagem do cartaz: Execução de um canto durante a realização do ritual da menina moça. Comunidade Fuduuwaadunnha, TI Yanomami / Majoí Gongora, 2013.
Tatiane Maíra Klein
A Comissão de Inclusão e Pertencimento (CIP) e o Departamento de Antropologia da FFLCH/USP convidam a todes para a conferência
“Para Além da Entrada: Pessoas com Deficiência e as Acessibilidades Possíveis no Ensino Superior”, com Anna Paula Vencato (UFMG/USP) e debate por Talita Delfino (FEUSP).
Com interpretação em libras e transmissão online.
Link: https://youtube.com/live/RYup-
Anna Paula Vencato é professora associada na Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais e doutora em Antropologia pelo Universidade Federal do Rio de Janeiro. Atualmente, realiza pós-doutorado junto ao Departamento de Antropologia da Universidade de São Paulo. É membro e foi coordenadora do Comitê Deficiência e Antropologia da Associação Brasileira de Antropologia e compõe a Comissão Assessora em Educação Especial, Acessibilidade e Atendimento Especializado em Exames e Avaliações da Educação Básica do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP).