Histórico de Eventos DA
Mestre sambadeira de respeito e estilo, Dona Aurinda vem visitar o Núcleo de Artes Afro-brasileiras para uma vivência de resistência, doação e transmissão de saberes tradicionais e culturais. Começou a sambar desde criança junto com o irmão que marcou a capoeira e o samba na Ilha de Itaparica, o Mestre Gerson Quadrado. Iniciada no Candomblé, é dotada de uma memória maravilhosa, canta muitos sambas da região, toca prato e faca, instrumento característico do samba de roda, com muita disciplina e sabedoria. Ao final, algumas comidinhas que o pessoal do Núcleo sempre leva para partilharmos. O evento acontecerá no Núcleo de Artes Afro-brasileiras, situado na Av. Professor Lúcio Martins Rodrigues, travessa 05, bloco 28.
O Centro de Estudos Ameríndios convida para o evento:CEstA Básica com Diego Madi Dias (pós-doutorando PPGAS/USP) Aprender a aprender entre os Guna no Panamá: norma e subjetivação no contexto de uma economia afetiva uxorilocal A chegada de um recém-nascido é anunciada em Gunayala como o nascimento de um pescador ou de uma coletora de água, cujo virtuosismo no futuro é antecipado pelas mulheres na forma de versos improvisados para acalmar as crianças e fazê-las dormir. As atividades que a criança vai desempenhar no futuro, se ela vai "pensar" nos seus parentes e beneficiá-los com o produto do seu trabalho, esse é o tema básico dos acalantos. As canções para os meninos insistem no fato de que a criança vai para longe, deixando de "pensar" em sua mãe, em suas irmãs e em suas tias. No contexto dessa "economia afetiva", contudo, há meninos que "não vão embora". Eles desenvolvem desde cedo um senso de pertencimento ao universo feminino que é considerado autêntico por seu grupo de residência e pela comunidade onde vivem. Essas pessoas são consideradas omeggid, "parecem mulher": não se casam e permanecem associadas à sua casa natal, onde residem com as mulheres consanguíneas durante a vida adulta.
O Laboratório de Arqueologia dos Trópicos do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo convida para o simpósio: RELAÇÕES PRETÉRITAS ENTRE OS ANDES E A AMAZÔNIA: NOVAS IDEIAS SOBRE UM ANTIGO DEBATE 10:30 – Débora Leonel Soares (Programa de Pós-Graduação em Arqueologia, MAE-USP) “Haciendo hablar los huacos: curanderismo, huaqueo e patrimônio arqueológico na costa norte Peruana”, 11:00 - Eduardo Natalino dos Santos (Departamento de História, FFLCH-USP) "Espaço-tempo e agentes nas cosmologias e histórias ameríndias dos Andes Centrais" 11:30 – Luís Cayón (Departamento de Antropologia, Universidade de Brasília) “Cacicazgos? Sistemas regionales? Una mirada amazónica sobre los Andes orientales colombianos”. 12:00 – Gary Urton (Departamento de Antropologia, Universidade Harvard) “La cosmología radial: un paradigma de asentamientos y centros rituales en los andes y en la amazonía”. 12:30 - Eduardo Góes Neves (Museu de Arqueologia e Etnologia, USP) “Convergências e divergências nas dinâmicas políticas da antiga da América do Sul” 13:00 – 13:30 DISCUSSÃO AS APRESENTAÇÕES SERÃO EM ESPANHOL
O Centro de Estudos Ameríndios convida para o evento: CEstA Intempestiva com Oiara Bonilla (UFF) Ritual, humor e contra-antropologia paumari do poder Os Paumari, povo indígena que vive na região do médio curso do Rio Purus, no Amazonas, apresentam uma aparente (e curiosa) inversão do esquema ontológico amazônico: parecem preferir se identificar como presas de seus inimigos do que como predadores. Sobreviventes, como diversos outros povos, das ondas de colonização extrativista que assolaram a região, sua sociocosmologia ‘digeriu’ relações entre patrões, empregados e clientes assimilando-as, em alguma proporção, às relações de predação e familiarização. Através da descrição de duas etapas de dois rituais específicos - o ritual dos alimentos e o ritual de iniciação da moça - procurarei mostrar como, através do humor e da derrisão, os Paumari configuram uma contra-antropologia do poder e da dominação. Artigo recomendado: BONILLA, Oiara. 2016. “Parasitism and subjection: modes of Paumari Predation”. In: M. Brightman, C. Fausto & V. Grotti (eds.). Ownership and nurture : studies in native Amazonian property. New York : Berghann Books, p. 110-132. Local: Colmeia favo 13B
Sexta do Mês: Poéticas da imagem, imagens da memória com Andrea Barbosa (Unifesp) e Carolina Junqueira dos Santos (USP) Mediação: João Campos (PPGAS/USP) Sexta-feira, 26 de abril de 2019, às 10h A imagem, como objeto do pensamento antropológico, tem alimentado há muito reflexões sobre sua produção, seu estatuto e seu papel na produção de conhecimento em Ciências Humanas. Mais além, tem dado base para debates teórico-metodológicos, seja a partir de outras teorias da imagem, seja no encontro entre o fazer antropológico e a produção de filmes, fotografias, pinturas, desenhos. Nesta *Sexta do Mês*, queremos convidar a todxs para um debate sobre a potência das imagens como formas de pensar os rumos de nossa história, mas também de traduzir outros modos de existência a partir da experiência imagética. Trata-se, antes de mais nada, da possibilidade de reconstruir narrativas periféricas e criar imagens do social que, por vezes, são apagadas de nossa memória. Trata-se também de discutir as implicações político-epistemológicas do uso de imagens na e para a produção antropológica, de forma colaborativa ou não. Por fim, trata-se ainda de pensar através de imagens, do que elas trazem à tona, como fios da memória, do que elas transformam com sua circulação, do que elas fazem.
O Centro de Estudos Ameríndios convida para o nosso evento VI Conferência Curt Nimuendajú com Tania Stolze 05/04/2019 - 14hs Prédio de Ciências Sociais - Sala 14 "Parecida com os peixes: um relato etnográfico de Belo Monte a partir de um apelo do povo Juruna da Volta Grande do Xingu"
Na ocasião dos 40 anos do Centro de Trabalho Indigenista, convidamos a todas e todos para o Seminário "Ação Indigenista: histórico, conjuntura e desafios", nos dias 28 e 29 de março, quando estaremos juntos debatendo com parceiros do movimento indígena e indigenistas cenários e perspectivas da política indigenista brasileira O Seminário será aberto ao público, não é necessário confirmação. Contamos com sua presença.
O batismo do Txirin foi realizado na aldeia São Joaquim Centro de Memória, do povo Huni Kuĩ, no Acre, 5 anos após o falecimento do pajé e patriarca da comunidade, Agostinho Ikamuru. Jovens iniciam o aprendizado desse antigo costume utilizado para superar a dor da perda e trazer ânimo e prosperidade para os vivos.
O GRAVI convida para a palestra da Pós-doutoranda em Antropologia (USP) e doutora em Artes (UFMG) Carolina Junqueira: PESQUISAR, VIAJAR, PEREGRINAR: UM RELATO SOBRE AS PAISAGENS DE DENTRO E DE FORA NA BUCA POR AQUILO QUE RESTA Uma longa viagem se encerra, um ciclo pelas quatro estações. Os percursos que empreendemos pelo mundo são montagens de um mapa que inventamos, de sentidos que atribuímos aos lugares e à nossa própria busca. Eu busco o que resta, os traços dos mortos na paisagem. Todos os lugares interagem entre si dentro do corpo do viajante. A viagem como modo de vida, a pesquisa como modo de vida. Peregrinar: ir em direção, ir até lá, para ver, ver o que muitas vezes não é dado a ver. Ir porque é preciso que alguém vá, que alguém veja. Que alguém volte e conte. Local: Auditório do LISA/USP - Rua do Anfiteatro, 181, favo 10 Horário: 14h30
Local: LISA - Laboratório de Imagem e Som em Antropologia - Rua do Anfiteatro, 181, colmeias, favo 10 - USP Organização:Núcleo de Antropologia, Performance e Drama – NAPEDRANúcleo de Cultura e Extensão em Artes Afro-Brasileiras da USPLaboratório de Imagem e Som em Antropologia – LISA PROGRAMAÇÃO: quarta-feira, 28, tarde, 14h 1 Um relatório para a academia: o macaco de Kafka John C. Dawsey (Napedra/PPGAS/USP) 2“Vento que dá na vela": técnica e performance dos pescadores da Vila de Matarandiba (BA) Renata Freitas Machado (Napedra/PPGAS/USP) 3 O que nos contam na Transxingu?