Histórico de Eventos DA
Partindo de pesquisas etnográficas nas Filipinas, esta palestra refletirá sobre as maneiras pelas quais a dimensão da vertical moldou a experiência humana, concentrando-se na altura humana e em sua criação, significados e materialidades.
Uma palestra (em inglês) do
Prof. Gideon Lasco
Departamento de Antropologia
Universidade das Filipinas Diliman
Manila, Filipinas
Debatedor:
Prof. João Felipe Gonçalves
Departamento de Antropologia
Universidade de São Paulo
27, 28 e 29 de novembro de 2019
Organização:
Núcleo de Antropologia, Performance e Drama – NAPEDRA
Laboratório de Imagem e Som em Antropologia – LISA
quarta-feira, 27, manhã, 9h30
1 Movimento quadril: dos ricochetes do quadril feminino “periférico” à construção de subjetividade em contextos anti-patriarcais
Ana Carolina Alves de Toledo (Grupo Terreiro de Investigações Cênicas/UNESP)
2 Indumentárias, trajes e vestimentas de candomblé: perpetuação na diáspora brasileira
José Roberto Lima Santos (Grupo Terreiro de Investigações Cênicas/UNESP)
3 “O jogo de facho das comadres”: corpo, técnica e performance das marisqueiras (Matarandiba, Ba)
Renata Freitas Machado (Napedra/USP)
quarta-feira, 27, tarde, 14h
1 Réus e jurados nos palcos e bastidores dos Tribunais do Júri brasileiro e francês: eloquências do silêncio e da voz
Ana Lúcia Pastore Schritzmeyer (Núcleo de Antropologia do Direito – Nadir/USP)
2 Reflexões sobre patrimônio cultural como experiência e performance
Carlos E. R. Gimenes (Napedra/USP)
quarta-feira, 27, tarde, 16h30
“O encontro com nossos antigos”: mito e parentesco numa aldeia yine em Madre de Dios (Peru)
Minha pesquisa visa na relação entre a população indígena yine da aldeia "Monte Salvado" (Madre de Dios, Peru) e os mashco piro, um povo considerado ‘isolado’ pelos governos do Brasil e Peru. Essa relação é baseada principalmente em poucos encontros por ano, meio caminho entre ‘encontros amistosos’ e ‘situações de guerra’, ainda evitando o contato físico direto.
À medida que os encontros entre esses grupos confirmaram inteligibilidade linguística, em Monte Salvado foi criada a ideia que os mashco piro fazem parte de uma grande sociedade yine antiga, da qual também formavam parte seus próprios antepassados. Para os yine de Monte Salvado, as conexões entre o que chamam de wutsrukatenni (‘nossos antigos') e os mashco piro são evidentes: assim como os 'antigos', os mashco piro são grandes guerreiros e xamãs, e mal tem acesso a objetos de metal e roupas ocidentais.
O GRAVI convida para o Ciclo de palestras: O sexo dos robôs no cinema com o Prof. Riccardo Putti
O ciclo de palestras aborda os robôs no cinema de ficção analisando os filmes: Il Casanova de Fellini (um episódio), Metropolis de Fritz Lang, Her de Spike Jonze, Ex Machina de Alex Garland, Blade Runnerde Ridley Scott e Blade Runner 2049 de Denis Villeneuve.
O curso contextualiza a figuração fílmica das entidades robóticas e sua representação como um duplo humano, explorando a natureza antropomórfica e sua sexualização. Faz uma viagem fugaz pelos ancestrais mecânicos e pelas figuras imaginárias que precederam e acompanharam o nascimento dos autômatos desde os robôs até os cyborgs. Realiza uma jornada não apenas pelas regiões do imaginário cinematográfico, mas também pela representação do outro zoo-techno-terio-morpho, em especial, uma jornada pela hibridização, no entrelaçamento com o outro, na construção de figurações sexualmente quiméricas como lugares de desejo e cuidado.
O Departamento de Linguística, com o apoio do CEstA – Centro de Estudos Ameríndios, tem o prazer de convidar a todos para a palestra
“Por que os Tukano escrevem?”
a ser proferida pelo Prof. Dr. Geraldo Andrello
Departamento de Antropologia – UFScar
O GRAVI e o PAM convidam para a projeção e debate dos filmes:
"Nenha" ( 2018, 25 min., dir. Andre Bahule))
Três gerações de mulheres que dançam Xingomana compartilham suas vidas e, através das canções e danças, dão uma visão das mudanças que as mulheres conquistaram em sua comunidade. O movimento moçambicano de mulheres transformou essa dança de sedução em uma de afirmação da força e potencial das mulheres durante a luta pela independência nos anos 60 e 70. Agora elas lutam pela continuidade da mensagem dessa dança, na afirmação de que a mulher é forte, “nhenha” em Tsonga, a língua do Sul de Moçambique *.
"Nwajohane" (46 min., work in progress de Karen Boswall)
Filmado durante a exibição do filme Nenha na comunidade de Nwajohane, as personagens do filme e os pesquisadores/cineastas jovens moçambicanos compartilham sua experiência, música e alegria.
Ficha técnica do filme "Nenha":
com Rosenilton Oliveira (FEUSP) e Hélio Menezes (PPGAS/USP)
Mediação: Terra Johari (USP)
Sexta-feira, 18 de outubro de 2019, 14h
“Que ‘negro’ é este na cultura negra?”, pergunta-se Stuart Hall num estudo sobre a presença das heranças culturais africanas no contexto transatlântico. O debate em torno das produções artísticas e culturais e seus respectivos produtores ganham contornos emblemáticos quando se trata de adjetivá-los a partir de marcadores toponímicos (africano, europeu, americano etc) ou étnicos-raciais (negro, indígena dentre outros).
GRAVI (Grupo de Antropologia Visual) da USP convida para a projeção do filme NIÈDE (135 min, 2019) e debate com o diretor Tiago Tambelli
Aos 85 anos, a arqueóloga brasileira Niède Guidon relembra a jornada profissional que levou à revelação de pinturas rupestres no sul do Piauí, e estabeleceu um novo paradigma sobre a chegada do ao homem ao continente americano.
Sobre o diretor: http://www.
A conexão entre questões de conhecimento e política motiva a realização do seminário “Sexualidade, saúde e povos indígenas” no contexto de precarização e desmonte do SUS, comprometimento no acesso indígena aos serviços de saúde e ameaça às políticas de controle das ISTs e HIV-Aids no Brasil. Promovendo discussões sobre gênero, sexualidade e saúde em contexto ameríndio, o seminário procura iluminar a existência de diferentes regimes de cuidado envolvendo os povos indígenas ao mesmo tempo em que busca confrontar as condições da política de morte atual às lutas históricas dos povos indígenas pelo direito de não morrer.
GRAVI-USP (Grupo de Antropologia Visual) e CANIBAL (Grupo de Antropologia do Caribe Global) convidam para a palestra:
Into the Contact Zones of Heritage Making:local realities, transnational themes and internationalist expectations
Prof. Dr. Jasper Chalcraft
European University Institute, Florença, Itália
Pesquisador visitante FAPESP 2019/09397-7
Debatedor: Prof. Dr. João Felipe Gonçalves (Dep. de Antropologia - USP)
Abstract: