Carta aberta à comunidade da USP

29 de setembro - Dia de paralisação e mobilização nacional contra a retirada de direitos sociais

Nesse dia 29 de setembro, as principais centrais e entidades sindicais realizarão manifestações por todo o país contra o avanço do processo de retirada dos direitos sociais, trabalhistas e previdenciários. O Andes-SN e a Adusp (por deliberação da assembleia geral de 26/9) convidam a comunidade da USP a integrar-se a essa luta, participando das atividades e atos de mobilização, dentro e fora da universidade.

Ao longo de toda a sua trajetória, a Adusp sempre lutou por democracia, pela defesa intransigente dos direitos humanos e contra a imensa desigualdade social que persiste no país, criticando e denunciando todos os governos que implantaram políticas de ataque aos direitos sociais e trabalhistas.

Neste momento, o governo Temer tenta colocar em prática uma agenda que aprofunda enormemente os ataques ao exercício dos direitos sociais, civis e políticos, como já se evidencia, por exemplo, nas anunciadas reformas da previdência e trabalhista e na proposta de congelamento e desvinculação de recursos públicos para a saúde e a educação.

Para que se tenha uma ideia mais clara da gravidade do atual momento político, destacamos a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, em tramitação no Congresso Nacional, que limita, durante 20 anos, o crescimento dos gastos públicos à correção da inflação, o que tornaria inconstitucional estabelecer percentuais da receita para a saúde e a educação, como acontece atualmente, colocando em risco uma conquista histórica dos movimentos sociais e sindicais.

É preciso ter clareza da gravidade desses ataques, que visam, entre outros objetivos, a diminuir, de forma radical e irresponsável, os recursos destinados aos serviços públicos correspondentes a direitos sociais inalienáveis, especialmente, educação e saúde; a atacar direitos conquistados, reforçando as desigualdades; e a potencializar a exploração da classe trabalhadora.

Diante desse quadro, o convite à mobilização contra a retirada de direitos é mais do que um compromisso político que a universidade pública deve ter com a superação das desigualdades e com a luta pela garantia de condições dignas de vida para o conjunto da população brasileira: trata-se de um ato de resistência contra um processo nefasto que seguramente aprofundará o processo de esgarçamento social. É preciso resistir!

São Paulo, 27 de setembro de 2016

 

ATO PÚBLICO

"Por nenhum direito a menos"
Vão Livre do MASP - 29 de setembro - 16h

Compareça! 

 

Departamento de Antropologia / FFLCH / USP
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