Eventos

Auditório do LISA - Rua do Anfiteatro, 181, Favo 10

O GRAVI e o PAM convidam para a projeção e debate dos filmes:

"Nenha" ( 2018, 25 min., dir. Andre Bahule))

Três gerações de mulheres que dançam Xingomana compartilham suas vidas e, através das canções e danças, dão uma visão das mudanças que as mulheres conquistaram em sua comunidade. O movimento moçambicano de mulheres transformou essa dança de sedução em uma de afirmação da força e potencial das mulheres durante a luta pela independência nos anos 60 e 70. Agora elas lutam pela continuidade da mensagem dessa dança, na afirmação de que a mulher é forte, “nhenha” em Tsonga, a língua do Sul de Moçambique *. 

"Nwajohane" (46 min., work in progress de Karen Boswall)

Filmado durante a exibição do filme Nenha na comunidade de Nwajohane, as personagens do filme e os pesquisadores/cineastas jovens moçambicanos compartilham sua experiência, música e alegria.

Ficha técnica do filme "Nenha":

Contexto da filmagem: Filmado durante a pesquisa de quatro jovens moçambicanos que passaram uma semana numa aldeia na província de Gaza, sul de Moçambique. Os jovens viveram com as famílias pesquisando a relação entre as canções e as vidas das meninas e mulheres que cantam e dançam Xingomana, dança feminina do sul de Moçambique conhecida em todo país. Os 4 pesquisadores/cineastas são nativos da região de Moçambique onde fizeram a pesquisa, falam a língua local e tem experiência pessoal com essa dança. O realizador, DJ e músico, vem desenvolvendo a sua carreira no cinema na área de pesquisa cultural do seu país. O filme faz parte da série de filmes “Fala Minha Irmã", produzido por Karen Boswall em parceria com estudantes do Instituto Superior de Arte e Cultura em Maputo Moçambique. Cada filme celebra a voz criativa da mulher moçambicana.

Realização e Produção: Andre Bahule
Pesquisa e Produção:  Angelica Novela
Câmera: Isard Pidula
Diretor de Fotografia:    Emídio Jozine
Som: Andre Bahule
Edição: Ariadine Zampaulo e Narciso Miguel Lufagir (Anakanga)
Tradução: Madalena Cintya e Daniel Jorge
Produtora Executiva: Karen Boswall

Sala Multi-uso IFCH UNICAMP - Rua Cora Coralina, 100 - Cidade Universitária Zeferino Vaz, Barão Geraldo, Campinas-SP

Dirigido por Rose Satiko Hikiji e Jasper Chalcraft, este filme retrata a cantora moçambicana Lenna Bahule entre o ativismo e o palco, entre a África imaginada que o Brasil espera nela encontrar, e o cosmopolitismo brasileiro que São Paulo lhe imprime. Em seu percurso, Lenna também volta a Moçambique e redescobre seu país com novos olhos: há uma reconexão dela com suas raízes ancestrais permitindo que olhe, uma vez mais, para o futuro.

Debate com Prof. Omar Ribeiro Thomaz (DA,IFCH), Dra. Fabiana Bruno (LA'GRIMA/IFCH) e os diretores do filme.

Livraria Martins Fontes - Paulista - Av. Paulista, 509, Bela Vista

Organizado por Fernanda Arêas Peixoto, professora do Departamento de Antropologia da Universidade de São Paulo, e Adrián Gorelik, professor da Universidade de Quilmes (Argentina), este livro é resultado de um projeto coletivo de pesquisa a respeito da história cultural urbana na América do Sul, tendo sido desenvolvido por um conjunto de pesquisadores sul-americanos. Usando como guia a figura da “arena cultural”, a obra realiza uma reflexão sobre a cidade como lugar de germinação, experimentação e resistência cultural. Algumas cidades - Buenos Aires, Santiago, Lima, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Montevidéu, entre outras – são analisadas com a intenção de se capturar as relações íntimas e inextricáveis entre cidade e cultura.

sala 109 do Prédio das Ciências Sociais e Filosofia da FFLCH-USP

com Rosenilton Oliveira (FEUSP) e Hélio Menezes (PPGAS/USP)
Mediação: Terra Johari (USP)
Sexta-feira, 18 de outubro de 2019, 14h

“Que ‘negro’ é este na cultura negra?”, pergunta-se Stuart Hall num estudo sobre a presença das heranças culturais africanas no contexto transatlântico. O debate em torno das produções artísticas e culturais e seus respectivos produtores ganham contornos emblemáticos quando se trata de adjetivá-los a partir de marcadores toponímicos (africano, europeu, americano etc) ou étnicos-raciais (negro, indígena dentre outros).

No caso brasileiro a controvérsia sobre o “afro” e o “brasileiro” é um dilema que funda a nação, processo marcado pelo diálogo assimétrico entre sujeitos e culturas. Por um lado, no campo das artes, como mostra o antropólogo Hélio Menezes na curadoria da exposição Histórias Afro-Atlânticas (MASP/Instituto Tomie Ohtake), convencionou-se a chamar “arte negra” aquela em que corpos e pessoas negras eram representadas, sem que a questão da autoria negra estivesse em pauta. Em sua dissertação de mestrado, Menezes argumenta que as dificuldades de conceituação dessa arte e de seus distintos significados, ao longo do século XX, se relacionam com as ambiguidades que informam as relações raciais no Brasil. Por outro, Rosenilton Oliveira, no cruzamento entre práticas discursivas e ações políticas, demonstra como as noções de “cultura” e “identidade negra” assumem concepções ambíguas entre os grupos religiosos que compõem o movimento negro no Brasil, de modo que os chamados “processos de reafricanização” assumem perspectivas por vezes radicalmente distintas mas que, paradoxalmente, permitem estabelecer consensos na esfera pública.

Nesta Sexta do Mês queremos refletir sobre os processos de (re/des)africanização da arte e da cultura produzidos no continente americano. Pensaremos a partir de duas etnografias produzidas no PPGAS/USP, “A cor da fé: ‘identidade negra’ e religião”, tese de Rosenilton Oliveira e “Entre o visível e o oculto: a construção do conceito de arte afro-brasileira”, dissertação de Hélio Menezes. Com eles, queremos nos perguntar: Quais os desafios observados no processo de classificação das produções artísticas e culturais de origem africana? O que velam e revelam as categorias que nomeiam produtos e produtores no campo da arte e das identidades culturais?

A Sexta do Mês é um evento organizado pelos estudantes de Pós-Graduação em Antropologia Social da USP, com apoio do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da FFLCH/USP.

--

Comissão da Sexta do Mês 
Evento Mensal dos Alunos do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da USP
sextadomes@gmail.com
Auditório do LISA Rua do Anfiteatro, 181 – Cj. Colmeia favo 12 Cidade Universitária – Butantã – SP

GRAVI (Grupo de Antropologia Visual) da USP convida para a projeção do filme NIÈDE (135 min, 2019) e debate com o diretor Tiago Tambelli

Aos 85 anos, a arqueóloga brasileira Niède Guidon relembra a jornada profissional que levou à revelação de pinturas rupestres no sul do Piauí, e estabeleceu um novo paradigma sobre a chegada do ao homem ao continente americano.

Sobre o diretor: http://www.lentevivafilmes.com.br/team.html

 

Prédio das Ciências Sociais da FFLCH/USP Avenida Prof. Luciano Gualberto, 315 - Sala 08

A conexão entre questões de conhecimento e política motiva a realização do seminário “Sexualidade, saúde e povos indígenas” no contexto de precarização e desmonte do SUS, comprometimento no acesso indígena aos serviços de saúde e ameaça às políticas de controle das ISTs e HIV-Aids no Brasil. Promovendo discussões sobre gênero, sexualidade e saúde em contexto ameríndio, o seminário procura iluminar a existência de diferentes regimes de cuidado envolvendo os povos indígenas ao mesmo tempo em que busca confrontar as condições da política de morte atual às lutas históricas dos povos indígenas pelo direito de não morrer.

sala 101, prédio da Filosofia e Ciências Sociais - FFLCH / USP (Av. Prof. Luciano Gualberto, 315)

GRAVI-USP (Grupo de Antropologia Visual) e CANIBAL (Grupo de Antropologia do Caribe Global) convidam para a palestra:
Into the Contact Zones of Heritage Making:local realities, transnational themes and internationalist expectations 

Prof. Dr. Jasper Chalcraft 
European University Institute, Florença, Itália
Pesquisador visitante FAPESP 2019/09397-7
Debatedor: Prof. Dr. João Felipe Gonçalves (Dep. de Antropologia - USP)

Abstract: 

This presentation explores the contradictions between local realities and the international expectations of heritage as a kind of culture-making. At the ‘local’ level, I describe two different kinds of grassroots heritage-making that deal with the transnational theme of ‘difficult heritage’ (e.g. memories of totalitarianism, and trans-Atlantic slavery), relating ongoing work with the Heritage Contact Zone project in Europe, with the collaborative production of an ethnographic film with the São Paulo-based Congolese artist Shambuyi Wetu and the ‘difficult heritage’ inside the Museo Afro-Brasil. Such collaborative approaches complicate idealised uses of heritage promoted at the institutional level, and resituate heritage-making outside of policy papers and management strategies.

In contrast to civil-society actors and artivists using heritage to explore the potential for social inclusion through culture, international institutions and initiatives continue to promote heritage as a tool for economic and social development. The presentation tests the rhetoric and promises made of heritage as a factor in improving social cohesion against these more ground-up strategies: it asks, can heritage as a ‘contact zone’ enmeshed in transnational themes contribute to greater social inclusion for minorities and minority heritages in both Europe and Brazil?

(a palestra será ministrada em inglês)

Horário: 18h15 as 19h30

CEstA - Rua do anfiteatro, 181, Cj Colméias, favo 8

O CEstA convida para o evento do grupo de estudos Antropologia e Filosofia, coordenado pelo Prof. Renato Sztutman e por Karen Shiratori. O encontro acontecerá dia 4 de outubro, no CEsTA, a partir das 14h30. Neste encontro teremos a participação de:

Mauro dela Bandera (Filosofia, UFAC)
"A origem e a alteração nas antropologias de Rousseau"
Doutor em filosofia pela Universidade de São Paulo e professor do Departamento de Filosofia da Universidade Federal do Acre. 

Marcos Almeida Matos (Ciências Sociais, UFAC)
"Um procedimento duplamente inverso: etnologia, filosofia e liberdade"
Doutor em antropologia social pela Universidade Federal de Santa Catarina e professor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Acre. 

Pedro Paulo Pimenta (Filosofia, USP) - debatedor
Doutor em filosofia pela Universidade de São Paulo e professor do Departamento de Filosofia na mesma instituição.

Sugestões de leitura nos links abaixo:

O Olhar envenenado: A perspectiva das plantas e o xamanismo vegetal Jamamadi (Médio Purus, AM)
A origem da alteração e a alteração de origem: antropologias de Rousseau
Organização e história dos Manxineru do alto rio Iaco

Auditório do LISA - Rua do Anfiteatro, Colmeia, favo 10

Sumak e sinzhi warmiguna: reflexões sobre política e gênero entre os/as runa de Sarayaku

Com a presença de Mirian Cisneros, lideresa do povo originário kichwa de Sarayaku, Amazônia equatoriana, este encontro pretende refletir sobre imbricações entre política e liderança, território e gênero entre os/as runa de Sarayaku. Uma das possíveis traduções para “a política” em Runa Shimi seria a expressão “Hatun Yuyayguna Kwintanakuy”, conhecimento e/ou importante conversa, diálogo ou, ainda, conversatório. Dedicaremos especial atenção às criatividades das mulheres e das mulheres lideresas – estas últimas, “puxadoras de conversatórios” – incluindo a chagra (roçado), a chicha e a luta pelo reconhecimento de seu território como Selva Vivente. Como se constituem enquanto mulheres belas e fortes (sinzhi e sumak warmiguna)? E lideresas? O que é um território e qual sua relação com as mulheres? Que [cosmo]política fazem as mulheres – ou, como territorializam o mundo e a política? De que forma produzem espaços particulares de co-existência aos modos outros, incluindo não-indígenas, de fazer mundos?

A conversa será precedida pela exibição de documentários realizados por cineastas runa sobre a vida em Sarayaku e a luta travada contra o extrativismo, especialmente petroleiro, em seu território.

Biografia de Mirian Cisneros
 

Mulher líder, filha do povo originário Kichwa de Sarayaku eleita presidenta do Conselho de Governo Tayjasaruta de maio de 2016 a 2019. Sua capacidade de liderar se forma desde a infância e no interior de sua família, fortalecendo-se também nos processos de luta que o povo vem desenvolvendo há mais de 30 anos em defesa dos direitos e do território. Sua experiência e participação em significativos eventos em defesa da vida e da floresta nos níveis local, nacional e internacional marcou-a como uma referência importante entre as mulheres da Amazônia equatoriana, todas elas fundamentais para os processos de luta deste povo. Em sua visão, ação e linguagem está a luta, a sabedoria, a coragem e o pensamento dessas mulheres guerreiras que, juntamente com seus filhos, homens e sábios estiveram a frente dos processos e lutas que Sarayaku vem desenvolvendo. 

auditório Nicolau Svecenko, FFLCH-USP
Abertura do 27o SIICUSP - Ética em pesquisa com seres humanos

A mesa “Ética em pesquisa nas humanidades: problemas e perspectivas” ocorrerá  no 30 de setembro, das 10h às 11h, no auditório Nicolau Svecenko. Contará com a participação de 

  • Iara Coelho Zito Guerriero (Faculdade de Medicina ABC e Comissão Nacional de Ética em Pesquisa - CONEP) e
  • Ana Lúcia Pastore Schritzmeyer (Antropologia USP)