Eventos

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Devido à pandemia do COVID-19 e à suspensão das atividades acadêmicas presenciais tanto na Universidade Autônoma de Barcelona quanto na Universidade de São Paulo, anunciamos o adiamento do Congresso "Política e Diferença - novas perspectivas antropológicas no século XXI"

No mês de abril, comunicaremos as novas datas para apresentação de resumos.

Desejemos muita saúde a todas e todos.

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Congresso de Antropologia UAB/USP

Este congresso pretende refletir sobre eventos sociais e políticos que estão abalando atualmente as realidades locais e globais: transformações sociais, formas de protesto, posicionamentos políticos (embora silenciados), articulações conceituais e perspectivas diferenciadas em relação aos sistemas estabelecidos. Tudo isso com o objetivo de compreender o momento político presente a partir de novas perspectivas antropológicas. Este encontro está voltado a jovens pesquisadores(as) de mestrado e doutorado em Antropologia, da Universitat Autònoma de Barcelona e da Universidade de São Paulo, que estejam com suas pesquisas avançadas.

Cronograma:
Envio de resumos: 27.03.2020 (300 palavras. 5 palavras-chave)
Propostas aceitas: 03.04. 2020
Envio dos trabalhos: 30.04. 2020 (8 a 10 mil palavras)
As comunicações e textos poderão ser em castelhano, português ou inglês.
Todos os emails deverão ser enviados, simultaneamente, para: Silvana Nascimento (silnasc@usp.br) e Virginia Fons (virginia.fons@uab.cat).

As comunicações serão debatidas por comentadores e revisadas para a publicação: estudantes da USP poderão publicar na Revista Periferia, do Departamento de Antropologia Social e Cultural da UAB (https://revistes.uab.cat/periferia) e os estudantes da UAB na Revista Ponto.Urbe, do Departamento de Antropología da USP (https://journals.openedition.org/pontourbe/), segundo as normas de avaliação de cada revista.

Comité científico/Comitê científico:
USP: Silvana de Souza Nascimento (Responsável pelo Convênio UAB-USP), Heitor Frúgoli Jr. (chefe do Departamento de Antropologia/DA), Márcio Ferreira da Silva (representante do DA) Marta Amoroso (Coordenadora do Centro de Estudos Ameríndios; DA), Heloísa Buarque de Almeida (representante do DA), João Felipe Gonçalves (representante do DA) e Arthur Fontgaland (Equipe Editorial da Revista Ponto.Urbe).
UAB: Virginia Fons (Responsable del Convenio UAB-USP), Montserrat Ventura i Oller (Directora del Departamento de Antropología Social y Cultural); Miranda Lubbers (Coordinadora del Programa de Doctorado); José Luis Molina, Montserrat Clua y Teresa Habimana (Consejo Editorial Revista Periferia).

Comunicação do evento em PDF
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Este congreso propone reflexionar sobre los acontecimientos sociales y políticos que están sacudiendo actualmente las realidades locales y globales: las transformaciones sociales, las formas de protesta, los posicionamientos (aunque silenciados), las articulaciones conceptuales y las miradas diferenciadas de lo establecido. Todo ello con el fin de entender el momento político presente con nuevas perspectivas antropológicas. Este encuentro está destinado a jóvenes investigadores(as) de máster y de doctorado en Antropología de la Universitat Autònoma de Barcelona y de la Universidade de São Paulo, que estén con sus investigaciones avanzadas.

Calendario:
Envío de resúmenes: 27.03.2020 (300 palabras. 5 palabras clave)
Propuestas aceptadas: 03.04. 2020
Presentación de trabajos: 30.04. 2020 (8 a 10,000 palabras)
Las comunicaciones y los textos pueden estar en español, portugués o inglés. Todos los correos electrónicos deben enviarse, simultáneamente, a: Silvana Nascimento (silnasc@usp.br) y Virginia Fons (virginia.fons@uab.cat).

Los ponencias serán discutidas por comentaristas y revisadas para publicación: los estudiantes de la USP podrán hacerlo en la Revista Periferia, del Departamento de Antropología Social y Cultural de la UAB (https://revistes.uab.cat/periferia) y los estudiantes de la UAB en la Revista Ponto.Urbe, del Departamento de Antropología de la USP (https://journals.openedition.org/pontourbe/), según las normas de evaluación de cada revista.

Auditório do LISA - Rua do Anfiteatro, 181, Favo 10

Devido aos eventos relacionados à pandemia do Covid-19, o evento foi adiado e uma nova data será divulgada em breve.

Apresentando áudios e vídeos registrados em diversos estados, a atividade é uma viagem pelo Brasil através de nossas tradições populares hoje, seus mestres, comunidades e artistas. Discutindo questões como a memória ligada à composição, as ferramentas criativas da transmissão oral, complementaridade e diluição na relação criador /consumidor, funcionalidade da construção formal, autoria x recriação e outras, essas tradições são reveladas como arte contemporânea e atemporal. 

O ponto de partida do projeto é o Acervo Maracá, que reúne milhares de registros audiovisuais recolhidos desde 1991 em mais de 100 comunidades de 56 municípios, em 15 estados brasileiros. Esses registros, que revelam um painel importante de nossa cultura popular, já deram origem a dezenas de publicações – 30 CDs, 12 documentários, 2 livros e vários artigos. Reconhecido como uma das principais coleções de gêneros tradicionais do Brasil, recebeu em 2019 o Latin Grammy Research Award, e diversos outros prêmios como Rodrigo Melo Franco Andrade – IPHAN (2011 e 2017); Interações Estéticas, Prêmio da Música Brasileira, Rumos Itaú, Funarte e outros, além de aprovações em editais públicos de empresas como Natura, Petrobras, Chesf, Caixa, Votorantim, Itaú, etc, para a realização de seus registros.

O acervo é resultado de quase 30 anos de convivência intensiva e apaixonada com nossas culturas tradicionais, seus guardiões e artistas, trazendo registros históricos de diversos mestres e brincantes já falecidos e outros ciclos e momentos raros. Realizados sempre com a melhor qualidade técnica disponível, os registros trazem não só uma enorme diversidade de manifestações, mas a consistência incomum que acompanhou várias dessas comunidades ano após ano em uma convivência longa e fundamentada, acompanhando seu calendário de ciclos e festejos em diversas épocas do ano, entrevistando mestres e brincantes, fazendo registros especiais a pedido destes, convivendo estreitamente com esses grupos e guardiões, criando laços profundos de amizade e confiança.

A tradição é a expressão pragmática da memória, nos servindo de referência e impulso para o futuro. Cantado por seus mestres geração após geração, o repertório das tradições populares se funde, se adapta, se particulariza, e tem como resultado uma surpreendente elaboração estética. Esse acervo traz um amplo painel da cultura tradicional brasileira hoje, mostrando uma cultura popular exuberante e vigorosa, onde o talento dos artistas e a vitalidade destas tradições revelam diversidade e identidade em um Brasil contemporâneo, onde piercings e celulares convivem sem conflitos com rendas e rosários.

As imagens servem como gatilho para tratar de temas como a memória ligada à composição, as ferramentas criativas da transmissão oral, complementaridade e diluição na relação criador /consumidor, funcionalidade da construção formal, autoria X recriação e outras, onde essas tradições são reveladas como arte contemporânea e atemporal.

Renata Amaral - Formada em composição e regência, mestre e doutoranda em performance Musical pela UNESP, tem se apresentado em todo o Brasil e Europa ao lado de artistas como A Barca, Ponto br, Tião Carvalho, Sebastião Biano, Orquestra Popular do Recife e outros. Pesquisadora e contrabaixista, desde 1991 reúne um dos mais significativos acervos de tradições populares brasileiras, tendo produzido mais de 30 CDs e 12 documentários de gêneros tradicionais que receberam alguns importantes prêmios de cultura como o Latin Grammy, Rodrigo Melo Franco de Andrade, do IPHAN (2012 e 2017), Rumos Itaú Cultural, Troféu Guarnicê, Prémio Cláudia, 23º Prémio da Musica Brasileira, etc. Recebeu por duas vezes o prêmio Interações Estéticas da Funarte, realizando residências artísticas no Maranhão e no Benin. Autora de Pedra da Memória, Com seus grupos A Barca e Ponto br, gravou 5 CDs e realizou mais de 500 apresentações em projetos de circulação, registro e arte educação. Ministra cursos e oficinas com foco em Cultura Tradicional em escolas e universidades.

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Sala Jaú - Av.Ministro Rocha Azevedo 456, cj.901 São Paulo -SP

Convidamos a todos para participar do curso, As Cidades das Ciências Sociais, ministrado por Yuri Tambucci e Enrico Spaggiari com participação do Prof. Dr. José Magnani.

O curso tem como objetivo apresentar as diferentes abordagens sobre o fenômeno urbano a partir do campo das Ciências Sociais, principalmente da Antropologia e da Sociologia, passando pelas formas de agrupamento tradicionais, as cidades modernas e novos modos de fazer cidade. Para isso, serão discutidas as obras de diversos autores e autoras, como: Max Weber, Baudelaire, Le Corbusier, Georg Simmel, Robert Park, Lévi-Strauss, José Guilherme Magnani, e etc. A partir de pesquisas contemporâneas sobre grupos, manifestações e fenômenos urbanos, será discutida a própria idéia de uma cidade totalizante, homogênea, fixa e apriorística.

Yuri Bassichetto Tambucci | Cientista Social e mestre em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo (USP)
Enrico Spaggiari| Mestre e doutor em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo (USP)

As inscrições vão até o dia do início do curso!

INÍCIO: 9 de março de 2020
DURAÇÃO: 9/03 a 27/04
DIAS: Segundas Feiras
HORÁRIO: das 19h às 21h

SALA JAÚ - (11)93471-8881 contato@salajau.com.br 
www.salajau.com.br

Prédio das Ciências Sociais - sala 24 Av. Luciano Gualberto, 315

CEstA Intempestiva com Marco Antonio Gonçalves (PPGSA/UFRJ)

“Os cristais do tempo”: impermanência, imperfeição, inacabamento (Lições de ontologia pirahã)
A partir de duas viagens recentes (2016, 2017) à terra dos Pirahã após 23 anos de minha última viagem, encontrei configurações e arranjos que permitiram propor uma formulação de um modo expressivo, fundado em sua ontologia, de construir relações espaciais e temporais com os chamados awe (brancos). Partindo de percepções filosóficas próprias do universo Pirahã como as de impermanência, imperfeição e inacabamento modulamos o que se descreve como “imagem tempo”, engendrada por múltiplas conexões, que ao sitiar espaços naturalizados, dessubstancializa conceitos como os de localidade, identidade, memória, finitude, história.

Sala 8 Prédio de Ciências Sociais, Universidade de São Paulo

CEstA Intempestiva

Palestra: "Quem conquistou México?”
Prof. Dr. Federico Navarrete Linares (UNAM - “México)

Além da explicação mais conhecida, segundo a qual o México ou, mais exatamente, o Império Asteca, teria sido conquistado em 1521 pelos espanhóis, a palestra demonstrará que, na realidade, os conquistadores foram Malinche, a jovem escrava tradutora de Hernán Cortés, e os exércitos de Tlaxcala, entre muitos outros povos indígenas que apoiaram, guiaram e deram a vitória aos espanhóis. Explorar estas e outras possibilidades nos levará a uma interpretação bastante distinta de tais eventos e de suas consequências. 

Auditório do LISA - Rua do Anfiteatro, 181, Favo 10

This talk advances preliminary thoughts on the production of history in the precarious informal community of New Jerusalem, in the southern Philippine town of Dapitan. This community is the sacred capital of the Kingdom of God, a Messianic organization whose most important rituals are history classes based on elaborate arithmetic and on a combinations of Biblical and Phillippine national narratives. As several other Phillipine groups, this organization sees national hero José Rizal (1861-1895) as God Himself, but interprets him in a particular way, as part of an arithmetic-based plot that portrays the Phillipines as the new promised land of the Israelites. Based on fieldwork conducted in January and February 2019, this lecture examines how, by putting history, arithmetic and nationalism at the center of its theology, the Kingdom of God attracts impoverished people from throughout the country; produces a temporality that is both repetitive and teleological; gives a sacred meaning to colonial and Post-colonial histories; and antecipates a future of autonomy, equality, health, and wealth for Filipinos.

Uma palestra (em inglês) do 
Prof. João Felipe Gonçalves
Departamento de Antropologia
Universidade de São Paulo

Debatedor:
Prof. Gideon Lasco
Departamento de Antropologia
Universidade das Filipinas Diliman
Manila, Filipinas

Realização:
Universidade de São Paulo
Agência USP de cooperaçnao internacional
Programa de pós graduação em Antropologia Social
CANIBAL - Grupo de Antropologia do Caribe Global

sala 24, prédio da Filosofia e Ciências Sociais - FFLCH / USP (Av. Prof. Luciano Gualberto, 315)

Partindo de pesquisas etnográficas nas Filipinas, esta palestra refletirá sobre as maneiras pelas quais a dimensão da vertical moldou a experiência humana, concentrando-se na altura humana e em sua criação, significados e materialidades.

Uma palestra (em inglês) do 
Prof. Gideon Lasco
Departamento de Antropologia
Universidade das Filipinas Diliman
Manila, Filipinas

Debatedor:
Prof. João Felipe Gonçalves
Departamento de Antropologia
Universidade de São Paulo

 

 

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sala 104B, prédio da Filosofia e Ciências Sociais - FFLCH / USP (Av. Prof. Luciano Gualberto, 315)

Essa disciplina de curta duração examinará sistemas locais de cuidados de saúde, inclusive a biomedicina, e as formas em que pessoas de diferentes contextos lidam com preocupações de saúde e aspirações corporais em suas vidas diárias. Partindo dos conceitos básicos da antropologia médica, tais como pluralismo médico e modelos explicativos de saúde e doença, o curso cobre vários tópicos relacionados ao corpo e ao cuidado da saúde, especialmente o ciclo da vida humana e o corpo na modernidade tardia. A disciplina também acompanha o desenvolvimento histórico da antropologia médica e apresenta aos alunos os debates contemporâneos da área, especialmente relacionados ao Sul Global.

AS AULAS, DISCUSSÕES E LEITURAS DESTE CURSO SERÃO EXCLUSIVAMENTE EM INGLÊS

FLS5193

Ministrante:
Prof. Gideon Lasco
Departamento de Antropologia
Universidade das Filipinas, Diliman

Prof. responsável: João Felipe Gonçalves
Departamento de Antropologia
Universidade de São Paulo

Organização: CANIBAL - Grupo de Antropologia do Caribe Global

02, 03, 05 e 06 de Dezembro
14 ás 18 horas

20 vagas / 2 créditos

Para se matricular, entrar em contato com Julián Cuaspa Ropaín (juliancr@usp.br)

Alunos do PPGAS devem informar nome completo e número USP

 

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LISA - Laboratório de Imagem e Som em Antropologia  Rua do Anfiteatro, 181, colmeias, favo 10 – USP 

27, 28 e 29 de novembro de 2019

Organização: 
Núcleo de Antropologia, Performance e Drama – NAPEDRA 
Laboratório de Imagem e Som em Antropologia – LISA

quarta-feira, 27, manhã, 9h30 

1 Movimento quadril: dos ricochetes do quadril feminino “periférico” à construção de subjetividade em contextos anti-patriarcais 
Ana Carolina Alves de Toledo (Grupo Terreiro de Investigações Cênicas/UNESP) 

2 Indumentárias, trajes e vestimentas de candomblé: perpetuação na diáspora brasileira 
José Roberto Lima Santos (Grupo Terreiro de Investigações Cênicas/UNESP) 

3 “O jogo de facho das comadres”: corpo, técnica e performance das marisqueiras (Matarandiba, Ba) 
Renata Freitas Machado (Napedra/USP) 

quarta-feira, 27, tarde, 14h 

1 Réus e jurados nos palcos e bastidores dos Tribunais do Júri brasileiro e francês: eloquências do silêncio e da voz 
Ana Lúcia Pastore Schritzmeyer (Núcleo de Antropologia do Direito – Nadir/USP) 

2 Reflexões sobre patrimônio cultural como experiência e performance 
Carlos E. R. Gimenes (Napedra/USP) 

quarta-feira, 27, tarde, 16h30 

1 Recital de músicas acusmáticas feitas por alunos do Projeto Guri 
Rafael Fajiolli de Oliveira (USP) 

2 ::SITUAÇÕES:: o lugar específico na criação performática 
Danikùle - Danilo Bezerra de Souza (USP) 

3 O exercício performático da pesquisa antropológica 
Bárbara Ariola (PPGCS/UNIFESP) 

quinta-feira, 28, manhã, 9h30

1 É como tentar organizar um rio: reflexões sobre montagem e representação nos batuques do rio São Francisco 
Pâmilla Vilas Boas (Napedra/USP)

2 O ensino de artes corporais e música para escolas de arte: capoeira e teatro 
João Luis Uchoa (Napedra/USP) 

3 Batuko e Kola San Jon: Práticas culturais cabo-verdianas em Lisboa, na perspectiva dos estudos decoloniais 
Marianna Francisca Martins Monteiro (Grupo Terreiro de Investigações Cênicas/UNESP) 

quinta-feira, 28, tarde, 14h 

1 “Foi um projeto muito bom, mas acabou com o que nóis tinha”: ambíguas visages do “progresso” em comunidades tradicionais e quilombolas do Pará 
Adriana de Oliveira Silva (Napedra/USP) 

2 “O Quilombo Ilú Obá não se cala!”: narrativas corp-orais de matriz africana em São Paulo 
Ingrid D’Esposito (Antropologia, Dipartimento di Cultura, Politica e Società – Università di Torino, Itália) 

3 Do campo de Mandinga à Carta do ABC – O ofício do Mestre da Capoeira: performance, memória e informação 
Luis Flecha (Núcleo de Estudos sobre Performances, Patrimônio e Mediações Culturais – NEPPAMCs/UFMG) 

quinta-feira, 28, tarde, 16h30 

1 Dorothy Boom 
Regina Müller (Unicamp e Atrupe – Arte e Desacato) 

2 Enikeji 
Roderick Steel (Poéticas e Técnicas em Meios e Processos Audiovisuais na ECA/USP) 

sexta-feira, 29, manhã, 9h30

1 Grotowski: percursos de pesquisa 
Ilda Andrade (Grupo Terreiro de Investigações Cênicas/UNESP) 

2 Repensando rito e cena em Jerzy Grotowski 
Thiago Miguel Sabino (Grupo Terreiro de Investigações Cênicas/UNESP) 

3 Uma autoetnografia do Hajj - quando a pesquisadora peregrina 
Francirosy Campos Barbosa (Grupo de Antropologia em Contextos Islâmicos e Árabes – Gracias/Gravi/Napedra/Cerne/USP) 

sexta-feira, 29, tarde, 14h 

1 Agrofloresteiros na capital do agronegócio: cultivos biodiversos, engajamentos multiespecíficos e ritmos vitais múltiplos contra a homegeneização capitalista 
Carlos Alberto Corrêa Moro (Napedra/USP) 

2 Imagem dialética e cronotopo: escavando a dimensão espaço-temporal das imagens 
João Paulo de Freitas Campos (Napedra/USP) 

3 Sismologia da performance: palcos, tempos e f(r)icções 
John C. Dawsey (Napedra/USP) 

sexta-feira, 29, tarde, 16h30 

1 O afrofuturismo e a necessidade do amanhã 
Cláudio Valentin (Design/UEMG – Universidade do Estado de Minas Gerais) 

2 Proclamação na República 
ilipe dos Santos Barrocas (ECA/USP) 

3 Performance e colonialidade 
Rubens Alves da Silva (Napedra/USP e Núcleo de Estudos sobre Performances, Patrimônio e Mediações Culturais – NEPPAMCs/UFMG) 

Sede do CEstA - Rua do Anfiteatro, 181, Colmeia - favo 8

“O encontro com nossos antigos”: mito e parentesco numa aldeia yine em Madre de Dios (Peru)
Minha pesquisa visa na relação entre a população indígena yine da aldeia "Monte Salvado" (Madre de Dios, Peru) e os mashco piro, um povo considerado ‘isolado’ pelos governos do Brasil e Peru. Essa relação é baseada principalmente em poucos encontros por ano, meio caminho entre ‘encontros amistosos’ e ‘situações de guerra’, ainda evitando o contato físico direto.
À medida que os encontros entre esses grupos confirmaram inteligibilidade linguística, em Monte Salvado foi criada a ideia que os mashco piro fazem parte de uma grande sociedade yine antiga, da qual também formavam parte seus próprios antepassados. Para os yine de Monte Salvado, as conexões entre o que chamam de wutsrukatenni (‘nossos antigos') e os mashco piro são evidentes: assim como os 'antigos', os mashco piro são grandes guerreiros e xamãs, e mal tem acesso a objetos de metal e roupas ocidentais.
Como fonte de referência dos tempos antigos, o mito é considerado para os yine um lugar privilegiado para conhecer sobre seus antepassados e, por tanto, também sobre os mashco piro. Nessa fala, me interessa abordar o papel dos mitos nas reflexões dos yine sobre os mashco piro, permeadas por termos míticos de entender a história e o parentesco.

Luis Felipe Torres Espinoza. Licenciado em Antropologia (PUC/Peru) e Mestre em Estudos Latino-americanos (Universidade de Newcaslte). Atualmente cursa o doutorado em Antropologia Social (Museu Nacional / UFRJ). Desde o 2016 faz parte do Projeto “Povos indígenas na confluência dos mundos”, financiado pela Fundação Kone (Finlândia), orientado à criação de espaços de diálogo de diversos atores em Peru e Brasil sobre a situação dos povos indígenas em isolamento e de recente contato na Amazônia.

Os deslocamentos iskonawa entre a não-fronteira pano
Esta fala é sobre os iskonawa, um povo indígena do macro-conjunto pano que atualmente reside em duas comunidades na bacia do rio Callería (Ucayali, Peru). Eles são considerados um povo indígena em contato inicial pelo Estado peruano, por causa do encontro que tiveram com um grupo de missionários evangélicos em 1959. Diferentemente do que a historiografia oficial mantém, os iskonawa destacam os diferentes contatos com os não-indígenas muito antes disso, mas especialmente aqueles que aconteceram com outros povos indígenas. Esses contatos configuram, assim, para os iskonawa seus deslocamentos da zona interfluvial próxima à fronteira com Brasil até a foz de Callería, afluente direto do grande rio Ucayali em Peru.
Neste contexto de deslocamentos geográficos, exploramos como os iskonawa desenvolvem suas relações sociais com esses outros indígenas e não-indígenas. Da mesma forma, oferecemos uma reflexão sobre como, por meio dessas relações, eles configuram um continuum de alteridades em relação a os limites da fronteira, o que eles chamam de “Brasil”.

Carolina Rodríguez Alzza. Linguista e antropóloga da PUC/Perú. Membro do Grupo de Antropología Amazónica (GAA). Seus interesses se desenvolvem entre aspectos lingüísticos e antropológicos na Amazônia indígena. Na área da antropologia, sua pesquisa é principalmente junto com os iskonawa do rio Callería sobre a memória dos contatos. Desde 2018, ela trabalha em uma documentação colaborativa sobre a iconografia e a cultura material do povo Iskonawa.

 
Referências de leitura (arquivos disponíveis nos links abaixo):
 
Tese de mestrado da palestrante Carolina Rodriguez Alzza "Entre el ‘vivir huyendo’ y el ‘vivir tranquilos’: los contactos de los iskonawa del río Callería"
 
Livro do ISA "Cerco e Resistências - Povos Indígenas Isolados na Amazônia Brasileira"