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sala 24, prédio da Filosofia e Ciências Sociais - FFLCH / USP (Av. Prof. Luciano Gualberto, 315)

Partindo de pesquisas etnográficas nas Filipinas, esta palestra refletirá sobre as maneiras pelas quais a dimensão da vertical moldou a experiência humana, concentrando-se na altura humana e em sua criação, significados e materialidades.

Uma palestra (em inglês) do 
Prof. Gideon Lasco
Departamento de Antropologia
Universidade das Filipinas Diliman
Manila, Filipinas

Debatedor:
Prof. João Felipe Gonçalves
Departamento de Antropologia
Universidade de São Paulo

 

 

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sala 104B, prédio da Filosofia e Ciências Sociais - FFLCH / USP (Av. Prof. Luciano Gualberto, 315)

Essa disciplina de curta duração examinará sistemas locais de cuidados de saúde, inclusive a biomedicina, e as formas em que pessoas de diferentes contextos lidam com preocupações de saúde e aspirações corporais em suas vidas diárias. Partindo dos conceitos básicos da antropologia médica, tais como pluralismo médico e modelos explicativos de saúde e doença, o curso cobre vários tópicos relacionados ao corpo e ao cuidado da saúde, especialmente o ciclo da vida humana e o corpo na modernidade tardia. A disciplina também acompanha o desenvolvimento histórico da antropologia médica e apresenta aos alunos os debates contemporâneos da área, especialmente relacionados ao Sul Global.

AS AULAS, DISCUSSÕES E LEITURAS DESTE CURSO SERÃO EXCLUSIVAMENTE EM INGLÊS

FLS5193

Ministrante:
Prof. Gideon Lasco
Departamento de Antropologia
Universidade das Filipinas, Diliman

Prof. responsável: João Felipe Gonçalves
Departamento de Antropologia
Universidade de São Paulo

Organização: CANIBAL - Grupo de Antropologia do Caribe Global

02, 03, 05 e 06 de Dezembro
14 ás 18 horas

20 vagas / 2 créditos

Para se matricular, entrar em contato com Julián Cuaspa Ropaín (juliancr@usp.br)

Alunos do PPGAS devem informar nome completo e número USP

 

Sede do CEstA - Rua do Anfiteatro, 181, Colmeia - favo 8

“O encontro com nossos antigos”: mito e parentesco numa aldeia yine em Madre de Dios (Peru)
Minha pesquisa visa na relação entre a população indígena yine da aldeia "Monte Salvado" (Madre de Dios, Peru) e os mashco piro, um povo considerado ‘isolado’ pelos governos do Brasil e Peru. Essa relação é baseada principalmente em poucos encontros por ano, meio caminho entre ‘encontros amistosos’ e ‘situações de guerra’, ainda evitando o contato físico direto.
À medida que os encontros entre esses grupos confirmaram inteligibilidade linguística, em Monte Salvado foi criada a ideia que os mashco piro fazem parte de uma grande sociedade yine antiga, da qual também formavam parte seus próprios antepassados. Para os yine de Monte Salvado, as conexões entre o que chamam de wutsrukatenni (‘nossos antigos') e os mashco piro são evidentes: assim como os 'antigos', os mashco piro são grandes guerreiros e xamãs, e mal tem acesso a objetos de metal e roupas ocidentais.
Como fonte de referência dos tempos antigos, o mito é considerado para os yine um lugar privilegiado para conhecer sobre seus antepassados e, por tanto, também sobre os mashco piro. Nessa fala, me interessa abordar o papel dos mitos nas reflexões dos yine sobre os mashco piro, permeadas por termos míticos de entender a história e o parentesco.

Luis Felipe Torres Espinoza. Licenciado em Antropologia (PUC/Peru) e Mestre em Estudos Latino-americanos (Universidade de Newcaslte). Atualmente cursa o doutorado em Antropologia Social (Museu Nacional / UFRJ). Desde o 2016 faz parte do Projeto “Povos indígenas na confluência dos mundos”, financiado pela Fundação Kone (Finlândia), orientado à criação de espaços de diálogo de diversos atores em Peru e Brasil sobre a situação dos povos indígenas em isolamento e de recente contato na Amazônia.

Os deslocamentos iskonawa entre a não-fronteira pano
Esta fala é sobre os iskonawa, um povo indígena do macro-conjunto pano que atualmente reside em duas comunidades na bacia do rio Callería (Ucayali, Peru). Eles são considerados um povo indígena em contato inicial pelo Estado peruano, por causa do encontro que tiveram com um grupo de missionários evangélicos em 1959. Diferentemente do que a historiografia oficial mantém, os iskonawa destacam os diferentes contatos com os não-indígenas muito antes disso, mas especialmente aqueles que aconteceram com outros povos indígenas. Esses contatos configuram, assim, para os iskonawa seus deslocamentos da zona interfluvial próxima à fronteira com Brasil até a foz de Callería, afluente direto do grande rio Ucayali em Peru.
Neste contexto de deslocamentos geográficos, exploramos como os iskonawa desenvolvem suas relações sociais com esses outros indígenas e não-indígenas. Da mesma forma, oferecemos uma reflexão sobre como, por meio dessas relações, eles configuram um continuum de alteridades em relação a os limites da fronteira, o que eles chamam de “Brasil”.

Carolina Rodríguez Alzza. Linguista e antropóloga da PUC/Perú. Membro do Grupo de Antropología Amazónica (GAA). Seus interesses se desenvolvem entre aspectos lingüísticos e antropológicos na Amazônia indígena. Na área da antropologia, sua pesquisa é principalmente junto com os iskonawa do rio Callería sobre a memória dos contatos. Desde 2018, ela trabalha em uma documentação colaborativa sobre a iconografia e a cultura material do povo Iskonawa.

 
Referências de leitura (arquivos disponíveis nos links abaixo):
 
Tese de mestrado da palestrante Carolina Rodriguez Alzza "Entre el ‘vivir huyendo’ y el ‘vivir tranquilos’: los contactos de los iskonawa del río Callería"
 
Livro do ISA "Cerco e Resistências - Povos Indígenas Isolados na Amazônia Brasileira"
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O GRAVI convida para o Ciclo de palestrasO sexo dos robôs no cinema com o Prof. Riccardo Putti
O ciclo de palestras aborda os robôs no cinema de ficção analisando os filmes:  Il Casanova de Fellini (um episódio), Metropolis de Fritz Lang, Her de Spike Jonze, Ex Machina de Alex Garland, Blade Runnerde Ridley Scott e Blade Runner 2049 de Denis Villeneuve.
O curso contextualiza a figuração fílmica das entidades robóticas e sua representação como um duplo humano, explorando a natureza antropomórfica e sua sexualização. Faz uma viagem fugaz pelos ancestrais mecânicos e pelas figuras imaginárias que precederam e acompanharam o nascimento dos autômatos desde os robôs até os cyborgs. Realiza uma jornada não apenas pelas regiões do imaginário cinematográfico, mas também pela representação do outro zoo-techno-terio-morpho, em especial, uma jornada pela hibridização, no entrelaçamento com o outro, na construção de figurações sexualmente quiméricas como lugares de desejo e cuidado.

Riccardo Putti  é professor na Università degli Studi di Siena e na Scuola di Specializzazione in Beni Demoetnoantropologici Università degli Studi di Perugia e diretor do laboratório de antropologia visual Ars Videndi.

Idioma: italiano com tradução
Quando: 21, 22, 25 e ,26 de novembro/2019
Horário. 10h-13h
Inscrições de 11/10 até 10/11 pelo email:  lopes@usp.br
(Enviar mini currículo de até 120 palavras)
Evento Gratuito
Público alvo: estudantes de graduação e pós-graduação, professores e pesquisadores interessados na área. Será fornecido um certificado para aqueles que tiverem ao menos 70% de presença.

Sala 8 do Prédio de Filosofia e Ciências Sociais

O Departamento de Linguística, com o apoio do CEstA – Centro de Estudos Ameríndios, tem o prazer de convidar a todos para a palestra

“Por que os Tukano escrevem?”
a ser proferida pelo Prof. Dr. Geraldo Andrello
Departamento de Antropologia – UFScar

Auditório do LISA - Rua do Anfiteatro, 181, Favo 10

O GRAVI e o PAM convidam para a projeção e debate dos filmes:

"Nenha" ( 2018, 25 min., dir. Andre Bahule))

Três gerações de mulheres que dançam Xingomana compartilham suas vidas e, através das canções e danças, dão uma visão das mudanças que as mulheres conquistaram em sua comunidade. O movimento moçambicano de mulheres transformou essa dança de sedução em uma de afirmação da força e potencial das mulheres durante a luta pela independência nos anos 60 e 70. Agora elas lutam pela continuidade da mensagem dessa dança, na afirmação de que a mulher é forte, “nhenha” em Tsonga, a língua do Sul de Moçambique *. 

"Nwajohane" (46 min., work in progress de Karen Boswall)

Filmado durante a exibição do filme Nenha na comunidade de Nwajohane, as personagens do filme e os pesquisadores/cineastas jovens moçambicanos compartilham sua experiência, música e alegria.

Ficha técnica do filme "Nenha":

Contexto da filmagem: Filmado durante a pesquisa de quatro jovens moçambicanos que passaram uma semana numa aldeia na província de Gaza, sul de Moçambique. Os jovens viveram com as famílias pesquisando a relação entre as canções e as vidas das meninas e mulheres que cantam e dançam Xingomana, dança feminina do sul de Moçambique conhecida em todo país. Os 4 pesquisadores/cineastas são nativos da região de Moçambique onde fizeram a pesquisa, falam a língua local e tem experiência pessoal com essa dança. O realizador, DJ e músico, vem desenvolvendo a sua carreira no cinema na área de pesquisa cultural do seu país. O filme faz parte da série de filmes “Fala Minha Irmã", produzido por Karen Boswall em parceria com estudantes do Instituto Superior de Arte e Cultura em Maputo Moçambique. Cada filme celebra a voz criativa da mulher moçambicana.

Realização e Produção: Andre Bahule
Pesquisa e Produção:  Angelica Novela
Câmera: Isard Pidula
Diretor de Fotografia:    Emídio Jozine
Som: Andre Bahule
Edição: Ariadine Zampaulo e Narciso Miguel Lufagir (Anakanga)
Tradução: Madalena Cintya e Daniel Jorge
Produtora Executiva: Karen Boswall

Sala Multi-uso IFCH UNICAMP - Rua Cora Coralina, 100 - Cidade Universitária Zeferino Vaz, Barão Geraldo, Campinas-SP

Dirigido por Rose Satiko Hikiji e Jasper Chalcraft, este filme retrata a cantora moçambicana Lenna Bahule entre o ativismo e o palco, entre a África imaginada que o Brasil espera nela encontrar, e o cosmopolitismo brasileiro que São Paulo lhe imprime. Em seu percurso, Lenna também volta a Moçambique e redescobre seu país com novos olhos: há uma reconexão dela com suas raízes ancestrais permitindo que olhe, uma vez mais, para o futuro.

Debate com Prof. Omar Ribeiro Thomaz (DA,IFCH), Dra. Fabiana Bruno (LA'GRIMA/IFCH) e os diretores do filme.

Livraria Martins Fontes - Paulista - Av. Paulista, 509, Bela Vista

Organizado por Fernanda Arêas Peixoto, professora do Departamento de Antropologia da Universidade de São Paulo, e Adrián Gorelik, professor da Universidade de Quilmes (Argentina), este livro é resultado de um projeto coletivo de pesquisa a respeito da história cultural urbana na América do Sul, tendo sido desenvolvido por um conjunto de pesquisadores sul-americanos. Usando como guia a figura da “arena cultural”, a obra realiza uma reflexão sobre a cidade como lugar de germinação, experimentação e resistência cultural. Algumas cidades - Buenos Aires, Santiago, Lima, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Montevidéu, entre outras – são analisadas com a intenção de se capturar as relações íntimas e inextricáveis entre cidade e cultura.

Auditório do LISA Rua do Anfiteatro, 181 – Cj. Colmeia favo 12 Cidade Universitária – Butantã – SP

GRAVI (Grupo de Antropologia Visual) da USP convida para a projeção do filme NIÈDE (135 min, 2019) e debate com o diretor Tiago Tambelli

Aos 85 anos, a arqueóloga brasileira Niède Guidon relembra a jornada profissional que levou à revelação de pinturas rupestres no sul do Piauí, e estabeleceu um novo paradigma sobre a chegada do ao homem ao continente americano.

Sobre o diretor: http://www.lentevivafilmes.com.br/team.html

 

sala 109 do Prédio das Ciências Sociais e Filosofia da FFLCH-USP

com Rosenilton Oliveira (FEUSP) e Hélio Menezes (PPGAS/USP)
Mediação: Terra Johari (USP)
Sexta-feira, 18 de outubro de 2019, 14h

“Que ‘negro’ é este na cultura negra?”, pergunta-se Stuart Hall num estudo sobre a presença das heranças culturais africanas no contexto transatlântico. O debate em torno das produções artísticas e culturais e seus respectivos produtores ganham contornos emblemáticos quando se trata de adjetivá-los a partir de marcadores toponímicos (africano, europeu, americano etc) ou étnicos-raciais (negro, indígena dentre outros).

No caso brasileiro a controvérsia sobre o “afro” e o “brasileiro” é um dilema que funda a nação, processo marcado pelo diálogo assimétrico entre sujeitos e culturas. Por um lado, no campo das artes, como mostra o antropólogo Hélio Menezes na curadoria da exposição Histórias Afro-Atlânticas (MASP/Instituto Tomie Ohtake), convencionou-se a chamar “arte negra” aquela em que corpos e pessoas negras eram representadas, sem que a questão da autoria negra estivesse em pauta. Em sua dissertação de mestrado, Menezes argumenta que as dificuldades de conceituação dessa arte e de seus distintos significados, ao longo do século XX, se relacionam com as ambiguidades que informam as relações raciais no Brasil. Por outro, Rosenilton Oliveira, no cruzamento entre práticas discursivas e ações políticas, demonstra como as noções de “cultura” e “identidade negra” assumem concepções ambíguas entre os grupos religiosos que compõem o movimento negro no Brasil, de modo que os chamados “processos de reafricanização” assumem perspectivas por vezes radicalmente distintas mas que, paradoxalmente, permitem estabelecer consensos na esfera pública.

Nesta Sexta do Mês queremos refletir sobre os processos de (re/des)africanização da arte e da cultura produzidos no continente americano. Pensaremos a partir de duas etnografias produzidas no PPGAS/USP, “A cor da fé: ‘identidade negra’ e religião”, tese de Rosenilton Oliveira e “Entre o visível e o oculto: a construção do conceito de arte afro-brasileira”, dissertação de Hélio Menezes. Com eles, queremos nos perguntar: Quais os desafios observados no processo de classificação das produções artísticas e culturais de origem africana? O que velam e revelam as categorias que nomeiam produtos e produtores no campo da arte e das identidades culturais?

A Sexta do Mês é um evento organizado pelos estudantes de Pós-Graduação em Antropologia Social da USP, com apoio do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da FFLCH/USP.

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Comissão da Sexta do Mês 
Evento Mensal dos Alunos do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da USP
sextadomes@gmail.com