Abas primárias

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Lançamento do livro "Práticas, conflitos, espaços"
sexta-feira, 17 Maio, 2019 - 19:00

 

Convidamos para o lançamento do livro Práticas, conflitos, espaços: pesquisas em Antropologia da Cidade.

O professor do Departamento de Antropologia Heitor Frúgoli Jr., junto com Enrigo Spaggiari e Guilhermo Aderaldo são os organizadores desta obra.

O evento acontecerá na Taperá Taperá, localizada na Avenida São Luís, 187, 2º andar, loja 29.

A entrada é gratuita.

17/05/2019 - 19:00
 
 
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CEstA Intempestiva com Oiara Bonilla
sexta-feira, 24 Maio, 2019 - 14:00
 
O Centro de Estudos Ameríndios convida para o evento:
CEstA Intempestiva com Oiara Bonilla (UFF)
 
Ritual, humor e contra-antropologia paumari do poder
Os Paumari, povo indígena que vive na região do médio curso do Rio Purus, no Amazonas, apresentam uma aparente (e curiosa) inversão do esquema ontológico amazônico: parecem preferir se identificar como presas de seus inimigos do que como predadores. Sobreviventes, como diversos outros povos, das ondas de colonização extrativista que assolaram a região, sua sociocosmologia ‘digeriu’ relações entre patrões, empregados e clientes assimilando-as, em alguma proporção, às relações de predação e familiarização. Através da descrição de duas etapas de dois rituais específicos  - o ritual dos alimentos e o ritual de iniciação da moça - procurarei mostrar como, através do humor e da derrisão, os Paumari configuram uma contra-antropologia do poder e da dominação.

Artigo recomendado:
BONILLA, Oiara. 2016. “Parasitism and subjection: modes of Paumari Predation”. In: M. Brightman, C. Fausto & V. Grotti (eds.). Ownership and nurture : studies in native Amazonian property. New York : Berghann Books, p. 110-132.

 
Local: Colmeia favo 13B
24/05/2019 - 14:00
 
 
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Relações pretéritas entre os andes e a amazônia: novas ideias sobre um antigo debate
Quinta-feira, 30 Maio, 2019 -
10:30 até 13:30

O Laboratório de Arqueologia dos Trópicos do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo convida para o simpósio:
RELAÇÕES PRETÉRITAS ENTRE OS ANDES E A AMAZÔNIA: NOVAS IDEIAS SOBRE UM ANTIGO DEBATE

10:30 – Débora Leonel Soares (Programa de Pós-Graduação em Arqueologia, MAE-USP)
“Haciendo hablar los huacos: curanderismo, huaqueo e patrimônio arqueológico na costa norte Peruana”,
11:00 - Eduardo Natalino dos Santos (Departamento de História, FFLCH-USP)
"Espaço-tempo e agentes nas cosmologias e histórias ameríndias dos Andes Centrais"
11:30 – Luís Cayón (Departamento de Antropologia, Universidade de Brasília)
“Cacicazgos? Sistemas regionales? Una mirada amazónica sobre los Andes orientales colombianos”.
12:00 – Gary Urton (Departamento de Antropologia, Universidade Harvard)
“La cosmología radial: un paradigma de asentamientos y centros rituales en los andes y en la amazonía”.
12:30 - Eduardo Góes Neves (Museu de Arqueologia e Etnologia, USP)
“Convergências e divergências nas dinâmicas políticas da antiga da América do Sul”
13:00 – 13:30 DISCUSSÃO

AS APRESENTAÇÕES SERÃO EM ESPANHOL

30/05/2019 -
10:30 até 13:30
 
CEstA Básica com Diego Madi Dias
sexta-feira, 31 Maio, 2019 - 14:00

O Centro de Estudos Ameríndios convida para o evento:
CEstA Básica com Diego Madi Dias (pós-doutorando PPGAS/USP)

Aprender a aprender entre os Guna no Panamá: norma e subjetivação no contexto de uma economia afetiva uxorilocal

 

A chegada de um recém-nascido é anunciada em Gunayala como o nascimento de um pescador ou de uma coletora de água, cujo virtuosismo no futuro é antecipado pelas mulheres na forma de versos improvisados para acalmar as crianças e fazê-las dormir. As atividades que a criança vai desempenhar no futuro, se ela vai "pensar" nos seus parentes e beneficiá-los com o produto do seu trabalho, esse é o tema básico dos acalantos. As canções para os meninos insistem no fato de que a criança vai para longe, deixando de "pensar" em sua mãe, em suas irmãs e em suas tias. No contexto dessa "economia afetiva", contudo, há meninos que "não vão embora". Eles desenvolvem desde cedo um senso de pertencimento ao universo feminino que é considerado autêntico por seu grupo de residência e pela comunidade onde vivem. Essas pessoas são consideradas omeggid, "parecem mulher": não se casam e permanecem associadas à sua casa natal, onde residem com as mulheres consanguíneas durante a vida adulta.

Analisando o cruzamento entre as apelações e o sistema de atitudes em contexto de corresidência, procuro responder neste paper a uma questão que aprendi a formular com Gregory Bateson: como descrever um sistema de modo a incorporar sua tendência à desordem? A comunicação se apoia em um conjunto de acalantos registrados durante meu trabalho de campo em Gunayala (2011-2015). Esse material será utilizado para caracterizar o simbolismo da perda e da separação que podemos encontrar na mitologia, no ritual, na sociologia das trocas cotidianas e na "linguagem da intimidade" expressa pelas canções de ninar. Partindo de uma abordagem "ethológica" (Bateson) do parentesco Guna, isto é, estudando a relacionalidade como experiência “sensível” ou “afetiva”, determinada por "estrutura e estratégia" (Bourdieu; Lévi-Strauss), meu objetivo será de descrever um “sistema uxorilocal” ameríndio a partir das suas potências de modulação da regra, destacando então seu caráter generativo de "autonomia pessoal" (Overing) e "individuação criativa" (Gonçalves).

Recomenda-se a leitura deste texto.

31/05/2019 - 14:00
 
 
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